A psicologia diz que as pessoas que estão sempre levantando a voz não são dominadoras nem mais confiantes, mas precisam se sentir ouvidas
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 16:07
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Assim como Pilar, algumas pessoas precisam aumentar o tom para sentir que estão sendo ouvidas. Veja o que a psicologia explica sobre esse comportamento.
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Uma pessoa que fala alto o tempo todo é necessariamente mais confiante, dominante ou segura de si? A psicologia mostra que a resposta não é tão simples assim.

Embora falar em um volume elevado possa ser interpretado socialmente como sinal de autoridade, confiança ou dominância, o comportamento também pode estar relacionado a necessidade de ser ouvido e compreendido. 

Em determinadas situações, aumentar a voz pode funcionar como uma tentativa de garantir que a própria mensagem seja percebida pelo outro.

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Podemos usar como exemplo a ficção. A personagem Pilar, de Isabel Teixeira na novela 'Quem Ama Cuida', certamente não passa despercebida. A vilã costuma elevar o tom de voz, interromper conversas e fazer questão de chamar a atenção quando quer impor suas vontades.

Pesquisas sobre percepção da voz mostram que características como volume, ritmo e entonação podem influenciar a maneira como uma pessoa é julgada. 

Uma fala mais alta, por exemplo, pode fazer alguém parecer mais firme, o que não significa que a pessoa tenha, de fato, mais confiança ou segurança emocional.

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As várias interpretações de quem fala mais alta

Em muitos casos, o aumento do tom de voz aparece quando as emoções ficam intensas. Raiva, medo, vergonha, frustração e ansiedade podem alterar a maneira como alguém se comunica. 

Quando a pessoa sente que não está sendo compreendida, pode elevar progressivamente a voz como uma tentativa de recuperar o controle da conversa.

É justamente aí que surge uma diferença importante. Falar alto, especialmente em situações de emoção ou em ambientes barulhentos, é absolutamente normal. 

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O problema pode aparecer quando transformar o volume da voz em um hábito passa a ser a principal maneira de conseguir atenção ou defender uma opinião.

Também existe outro lado da questão: algumas pessoas aprendem desde cedo que precisam falar mais alto para serem levadas a sério. Nesse caso, o comportamento pode se tornar uma espécie de mecanismo de adaptação.

Por isso, nem sempre a pessoa que grita mais é a mais poderosa da sala. Às vezes, ela simplesmente está tentando garantir que sua presença seja percebida.

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