Uma cobertura milionária de R$ 2,8 milhões está encalhada no mercado imobiliário de São Paulo mesemo sendo vendida por quase R$ 1 milhão a menos. O motivo? Foi naquele imóvel que em maio de 2012 Elize Matsunaga matou o marido, o empresário Marcos Matsunaga de forma cruel: após usar uma pistola para matar o executivo o decapitou ainda vivo. Depois, retalhou o corpo.
A cobertura de três andares foi posta à venda em julho de 2025 e conta com 340 metros quadrados. "O imóvel é muito bom, você se perde nele de tão grande que é", afirmou uma corretora ao jornal "Folha de S.Paulo" e há 15 anos no mercado. A profissional desconhecia que o local foi palco do crime bárbaro e só soube por uma mulher que tinha interesse em comprar o imóvel na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo.
"Essa cliente me ligou chorando, desesperada. Ela falou que não iria morar em um apartamento em que assassinaram uma pessoa de forma tão cruel", relatou.
Corretor ouvido pelo jornal aponta que o imóvel vale aproximadamente R$ 3,5 milhões e reúne cinco suítes e quatro vagas na garagem, sendo próximo ao parque Villa-Lobos. Por mês, o futuro morador terá que desembolsar R$ 6 mil de condomínio e, por ano, R$ 19.3 mil de IPTU - imposto possível de ser parcelado em 12 meses.
Os cômodos da casa onde morou Marcos são amplos, há uma piscina privativa e uma churrasqueira grande, assim como armários, banheira de hidromassagem e aparelhos de ar-condicionado. Segundo a reportagem, há uma orientação para corretores informarem a respeito de crime ocorrido em um imóvel, uma vez que há o risco de indenização por danos morais caso o morador descubra depois da compra ser efetuada.
Em relação a Elize, após o crime em 2012, veio a condenação a quase 19 anos de cadeia em 2016, mas três anos depois (2019) conseguiu redução da pena em dois anos e meio. Em 2022, obteve a liberdade condicional.