As sete coisas que pais de crianças com as melhores habilidades sociais fazem - e muitas vezes sequer se dão conta na rotina
Publicado em 30 de abril de 2026 às 10:32
Por Clara Espíndola | Colaborador
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Para desenvolver a inteligência emocional dos nossos filhos, precisamos começar trabalhando a nossa própria
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Embora eu não seja mãe, acompanho diversas mães famosas, como a Virginia Fonseca, que se envolveu em polêmica envolvendo seus filhos, e entendo perfeitamente como é complicado criar crianças. 

Não se quer apenas que elas sejam saudáveis. Quer-se também que tenham amigos, que aprendam, que sejam felizes, que sejam resilientes… Para tudo isso, a inteligência emocional é fundamental e ajuda no desenvolvimento de habilidades sociais como a empatia ou a resolução de conflitos, mas também as ensina a lidar com situações de estresse ou a manter melhores relações sociais.

A comunicação é fundamental para alcançar esse desenvolvimento e, como explica a especialista em educação infantil Kelsey Mora na CNBC, “as crianças que se comunicam bem, lidam com as emoções de maneira eficaz e constroem relacionamentos saudáveis aprenderam essas habilidades com seus pais”. Se, como pai ou mãe, você fizer essas seis coisas, estará desenvolvendo as habilidades sociais dos seus filhos e preparando-os para o futuro.

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1. Ajude seus filhos a identificar e processar suas emoções

Identificar emoções não é algo fácil, nem mesmo para os adultos (e eu sou a prova viva disso). Mas ensinar as crianças a identificar suas próprias emoções é, como explica a psicóloga María Jesús Campos Osa, essencial para sua educação emocional. 

O trabalho começa conosco, que devemos ser capazes de nomear sem medo diferentes emoções na frente das crianças, para que elas aprendam a reconhecê-las e, acima de tudo, a comunicá-las e normalizá-las, sejam elas agradáveis ou não. 

Além de nomeá-las, é importante, como explica Mora, validar a experiência e a emoção da criança e evitar frases como “não chore”, porque “isso ensina às crianças que todos os sentimentos são válidos e permite que elas se sintam seguras ao se expressarem”.

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2. Tenha conversas honestas com seus filhos, inclusive sobre temas complicados

Para entender a que nos referimos, primeiro precisamos entender que a honestidade nas conversas com uma criança deve estar sempre adaptada ao seu desenvolvimento. Mas evitar temas complicados, como a morte ou uma doença, não é tão protetor quanto poderia parecer. 

Os pais que são capazes de abordar conversas difíceis com honestidade “usam uma linguagem simples e clara e incentivam as crianças a fazer perguntas, ensinando-as de que é normal falar sobre assuntos delicados e buscar apoio”, explica a especialista.

3. Você estimula a empatia e se abre a diferentes pontos de vista

Quando discutimos na frente de uma criança, ensinamos muito a ela sobre como lidar com um conflito. Se nos virem calmas, se perceberem que falamos com respeito mesmo tendo opiniões muito diferentes, as crianças aprenderão a discutir de forma construtiva. Será que a Virginia Fonseca se mostrou estressada na frente das crianças após briga com Luana Piovani?

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Se quisermos fomentar a empatia, Mora recomenda que os ajudemos com perguntas como “Como você acha que seu amigo está se sentindo com o que acabou de acontecer?” ou “O que você acha que os ajudaria a se sentirem melhor?”. 

Dessa forma, desenvolvemos uma perspectiva diferente, mas também “lhes damos uma melhor compreensão do que está sob seu controle e mostramos como suas ações e os fatores externos afetam os outros”.

4. Estabeleça limites

Embora estejamos praticando uma educação gentil, o objetivo é acalmar seus filhos, mas isso não significa ceder às suas exigências. 

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Em uma educação positiva, como explica o neuropsicólogo Álvaro Bilbao, é essencial estabelecer limites “para desenvolver um senso de segurança e compreender quais comportamentos são aceitáveis”. Esses limites devem ser claros para proporcionar estrutura e ajudá-los a entender as consequências de seus atos “É importante comunicar os limites de maneira firme, mas amorosa, explicando as razões por trás deles”, conclui o especialista. 

Assim, eles não apenas aprendem que existem regras, mas também que, quando forem adultos, poderão expressar os limites de maneira clara e respeitosa. 

5. Você estimula a resolução de problemas

Existe uma diferença sutil, mas muito significativa, entre os pais que sempre tentam resolver os problemas dos filhos e aqueles que dão a eles as ferramentas para enfrentar seus próprios desafios. Quando fazemos o segundo, estamos ajudando nosso filho a desenvolver resiliência. 

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Segundo Mora, em vez de dar soluções, fazemos perguntas como “O que você acha que poderíamos tentar para melhorar isso?”. Assim, conseguimos que a criança desenvolva confiança para superar os desafios no futuro.

6. Você brinca com eles

A Unicef explica que a brincadeira, para as crianças, é uma forma natural de desenvolver a motricidade, mas também de trabalhar suas emoções. 

Para as crianças mais pequenas, é a forma de desenvolver habilidades como a resolução de problemas e aprender a processar emoções, superar desafios e construir relacionamentos. 

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Com isso em mente, Mora afirma que é importante participar das brincadeiras com as crianças e “priorizar o tempo de brincadeiras não estruturadas para que as crianças se sintam conectadas e desenvolvam sua própria criatividade, cooperação e confiança”. Já separa o brinquedo e chame seu filho para um tempo de qualidade hoje!

7. Você os prepara para o futuro

Segundo Mora, a antecipação nos dá a oportunidade de preparar as crianças para o futuro, fazendo com que se sintam mais seguras. 

A especialista explica que podemos “falar sobre o que esperar antes de um novo evento”, como uma consulta médica, e fazer isso explicando o que vai acontecer: “Vamos ao médico para um check-up. Vão medir o teu crescimento, auscultar o teu coração e os teus pulmões e examinar os teus ouvidos, nariz e boca”.

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Também podemos praticar com eles como defender as suas necessidades, representando situações complicadas e ensinando-lhes como estabelecer limites em situações sociais: “Se alguém te pressionar para fazeres algo de que não gostas, o que podes dizer?”

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