O refúgio mediterrâneo de Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas na Espanha: enseadas de águas turquesa e uma das mais belas cordilheiras do país
Publicado em 10 de julho de 2026 às 16:10
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Os atores têm uma casa entre duas das mais belas vilas de pedra de Mallorca, onde conseguem escapar do mundo
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A Serra de Tramuntana é uma cadeia montanhosa que atravessa Mallorca de oeste a norte e, desde 2011, é reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A região é marcada por terraços de pedra seca, oliveiras centenárias de troncos retorcidos e estradas sinuosas que parecem suspensas sobre os penhascos.

Não é difícil entender por que Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones escolheram esse trecho das Ilhas Baleares como refúgio, mais precisamente entre as charmosas vilas de Valldemossa e Deià.

É ali, em um ponto privilegiado de frente para o Mediterrâneo, onde o mar parece se estender infinitamente, que fica S'Estaca, a luxuosa propriedade que o casal de atores utiliza há anos para fugir do barulho e dos holofotes.

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O que conhecer na Serra de Tramuntana

A Serra de Tramuntana não é um destino único e homogêneo, mas uma sucessão de paisagens dignas de cartão-postal. Cada curva da estrada Ma-10 revela um cenário diferente: o mar surgindo entre as montanhas, terraços agrícolas e vilarejos que parecem se agarrar às rochas para não despencar pelos penhascos.

Um dos principais destaques do roteiro é Valldemossa, conhecida por sua arquitetura em pedra dourada e por transmitir a curiosa sensação de estar sempre no inverno, mesmo nos dias mais quentes. A Cartuxa de Valldemossa, onde viveram Frédéric Chopin e George Sand, é um dos pontos turísticos mais visitados da região.

Seguindo pela costa, surge Deià, um vilarejo que há décadas atrai artistas, viajantes e proprietários de segundas residências. A beleza do lugar, porém, está longe de ser delicada: são penhascos verticais, pequenas enseadas como Cala Deià e uma luz natural que parece saída de um filme melancólico.

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A viagem continua até Sóller, onde o vale transforma a paisagem com seus laranjais, edifícios de arquitetura modernista e o tradicional bonde que liga o centro da cidade ao porto, como se o tempo ainda corresse em um ritmo mais tranquilo. 

Em meio a todos esses cenários, há um elemento que une a região: os terraços de pedra seca e os antigos sistemas de irrigação herdados da época da ocupação árabe.

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Onde comer bem e sem gastar muito na Serra de Tramuntana

Comer na Serra de Tramuntana é sinônimo de apreciar uma culinária simples, mas cheia de sabor. Em Valldemossa, uma parada bastante procurada é o Café Es Roquissar, um restaurante despretensioso onde é possível saborear tapas e pratos tradicionais enquanto se observa o ritmo tranquilo do vilarejo.

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Em Sóller, uma das melhores opções fica nos arredores da Plaça Constitució, onde cafés e restaurantes oferecem pratos da culinária mediterrânea, menus executivos e preços acessíveis. Sem grandes sofisticações, mas com ingredientes locais de qualidade.

Já na região de Esporles, o Bar Sa Fonda é um daqueles lugares que atravessam gerações sem precisar mudar sua essência. O restaurante serve pratos típicos da culinária mallorquina em um ambiente acolhedor, com clima de cidade do interior e preços competitivos. Não se trata de alta gastronomia — e é justamente aí que está seu charme.

Trilhas, enseadas e passeios para explorar a região

A Serra de Tramuntana não é um lugar para apenas visitar, mas para percorrer. Ao redor dela, há diferentes roteiros que transformam completamente a experiência, dependendo do dia e do ritmo da viagem.

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Um dos mais recomendados é o GR-221, também conhecido como Rota da Pedra Seca, uma trilha de longa distância que atravessa toda a serra. Não é preciso percorrê-la por completo: alguns trechos, como o percurso entre Esporles e Banyalbufar, já são suficientes para mergulhar na paisagem formada por muros de pedra, bosques de azinheiras e vistas deslumbrantes para o mar.

Também vale a pena descer até o litoral. Enseadas como Cala Deià funcionam quase como uma recompensa ao fim do caminho. Elas não são grandes nem especialmente confortáveis, mas encantam pela beleza singular.

O charme das estradas e do vale de Sóller

Para quem prefere um passeio mais tranquilo, o vale de Sóller combina caminhadas, um passeio no histórico bonde da cidade e uma visita ao porto, onde o Mediterrâneo revela seu lado mais sereno.

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Já no interior da ilha, não é preciso ir muito longe para aproveitar a região. Basta explorar as estradas secundárias que ligam Valldemossa, Deià e Esporles para descobrir, sem pressa, alguns dos cenários mais bonitos da serra.

Irregular, luminosa e, às vezes, desafiadora, a Serra de Tramuntana é um destino que impressiona pela beleza em cada curva do caminho.

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