'Vale Tudo' 1988 x 2025: o maior segredo de moda para Raquel não perder identidade na novela, segundo especialista em estilo
Publicado em 26 de agosto de 2025 às 20:18
Por Marilise Gomes | Editora | Beleza & Estilo
Ama escrever sobre beleza, estilo, TV e astrologia. Curiosa, sabe que a autenticidade e a criatividade são segredos para o look do dia.
Especialista revela contrastes na caracterização de Raquel em Vale Tudo e o segredo para não perder a essência em transformações visuais
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Na novela "Vale Tudo", Raquel já passou por poucas e boas na vida financeira: depois de se reerguer com a Paladar, está pobre novamente e voltou a vender sanduíches na praia. Essa transição também foi marcada por outra mudança importante: os looks da persongem. 

O figurino da protagonista do remake, interpretada de forma brilhante por Taís Araújo, também reflete mudanças nos códigos de ascensão social e poder feminino desde a exibição original de 1988. 

Stylist, figurinista e consultora de marca pessoal, Marcia Jorge destaca que a produção atual equilibra evolução estética e preservação de identidade. “Quando Raquel conquista espaço como empresária, ela adota tecidos mais nobres, cortes refinados e blazers, mas mantém as estampas, preservando sua essência”, afirma. 

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Como Raquel não perdeu identidade de estilo ao ficar rica? Especialista revela maior segredo

Na avaliação da especialista em moda, a figurinista Marie Salles construiu um guarda-roupa condizente com o início da trajetória da personagem, quando trabalhava como guia turística em Foz do Iguaçu, com peças estampadas, tecidos acessíveis como poliéster e elastano e modelagens confortáveis. 

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Para Marcia, o trabalho de caracterização feito por Marie Salles se compara a um processo de rebranding, prática aplicada a clientes em transição de carreira ou posição social. “A transformação de imagem deve respeitar a autenticidade. A comunicação visual precisa refletir quem a pessoa é, suas crenças e objetivos, sem apagar a história que construiu”, finaliza.

Raquel de 1988, vivida por Regina Duarte, tinha alfaiataria mais 'pesada'

A abordagem atual difere por completo da versão original com Regina Duarte, quando a ascensão feminina na trama era representada pelo power dressing, marcado por ternos de risca de giz e alfaiataria pesada. 

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Tais mudanças no figurino também dialogam com transformações socioculturais vividas desde então. Nos anos 1980, o mercado de trabalho feminino brasileiro ainda consolidava a presença de mulheres em cargos de liderança. Em 1988, elas eram apenas cerca de 33% da força de trabalho formal, segundo o IBGE, e ocupavam menos postos de chefia. 

Atualmente, conforme o relatório Women in Business 2024, mulheres estão com 39% das posições de liderança, ou seja: há mais liberdade para que a roupa comunique pluralidade sem depender de um único código visual de poder. Confira na galeria da matéria mais fotos de looks da Raquel vivida por Taís Araújo e da Raquel de Regina Duarte. 

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