Superidosa de 101 anos assim como a americana JoCleta Wilson, Iñaxi Lasa tem uma história de vida de superação. Afinal, da mesma forma que Ana Maria Braga, a espanhola foi diagnosticada com câncer de mama e venceu a doença. Sobrevivente da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Iñaxi já era nascida quando a primeira Copa do Mundo foi disputada (1930, Uruguai) e fraturou ainda o quadril duas vezes.
A idade de três dígitos não impede a espanhola de frequentar de forma regular a academia. E atribuiu uma mudança na alimentação a explicação para ter disposição após os 100 anos: deixou de lado a farinha e o açúcar, priorizando, porém, verduras, legumes, azeite de oliva e as carnes brancas - entre elas o frango.
"Moramos no campo e temos fartura de frutas e verduras. Também consumimos carnes brancas, embora antigamente comêssemos carne bovina", explicou a idosa, apelidada de "Vovó Maromba" que passou a treinar em uma academia aos 94 anos de idade após sua cuidadora precisar se afastar do trabalho.
Segundo a espanhola, a inclusão da atividade física na rotina e na companhia do filho de 63, foi fundamental para a qualidade de vida passar por uma mudança radical. "Os exercícios de fortalecimento me fazem sentir viva e também fazem muito bem para a minha mente. No começo, eu treinava com dois personal trainers, mas agora que aprendi os exercícios, consigo fazê-los sozinha", afirmou.
"Como minha visão não é muito boa, meu filho me ajuda. Exercício é a melhor coisa que uma pessoa idosa pode fazer pela própria saúde. E também é o melhor remédio para a longevidade", acrescentou ao "Daily Star" a sobrevivente da Covid-19 - doença que a levou a ser internada.
"Gosto muito de saber que sirvo de exemplo para outras pessoas. Pelo menos é isso que elas me dizem quando me escrevem", reforçou Iñaxi, que inclui em sua rotina a bicicleta ergométrica.