Segundo a Psicologia, esses são os 5 principais benefícios do jejum virtual adotado por Virgínia Fonseca
Publicado em 2 de novembro de 2025 às 08:01
Por Matheus Queiroz | Notícias dos famosos, TV e reality show
Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
Virgínia Fonseca fica longe do celular aos domingos, para desespero dos mais de 50 milhões de seguidores.
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Virgínia Fonseca, uma das mulheres brasileiras mais seguidas no Instagram, é conhecida por transformar seu perfil em um reality show da própria vida. A rotina da apresentadora tem despertado ainda mais curiosidade nos últimos dias, após a confirmação do namoro com Vini Jr. O tamanho da exposição é proporcional ao susto dos seguidores aos domingos, quando a influencer simplesmente some das redes sociais.

O jejum digital que Virgínia adota aos domingos é parte de uma série de promessas que ela classifica como “propósitos com Deus”. “Vou falar um negócio para vocês: comecei um propósito, vou ficar sem açúcar e sem mexer no celular aos domingos. Não sei o que vou arrumar, vai ser muito difícil para mim. Pensa, eu já estou de propósito de arroz e álcool. E agora sem açúcar e sem mexer no celular domingo. Socorro, Deus”, dividiu a influencer.

Para falar mais tecnicamente do assunto, o Purepeople convidou José Yuri de Souza Feijão (CRP 05/68921), psicólogo clínico com foco em Psicanálise e mestrando em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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“Do ponto de vista psicológico e neurocientífico, passar um dia offline não é apenas uma mudança de hábito. Trata-se de uma intervenção breve capaz de modificar padrões de estimulação sensorial, carga atencional e estados autonômicos, produzindo efeitos agudos sobre redes neurais, na liberação de neuromoduladores e na atividade do eixo HPA, sistema neuroendócrino que regula a resposta do corpo ao estresse”, explica o especialista.

A seguir, o psicólogo destrincha os 5 principais benefícios de se manter longe do celular por um dia. Confira! 

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1) Redução da ansiedade e da sobrecarga cognitiva:
A ausência do celular por um dia reduz a exposição contínua a alertas, notícias e, principalmente, comparações sociais que mantêm o cérebro em estado de vigilância contínua. Neurocientificamente, menos notificações significam menos micro-estímulos que acionam respostas de estresse e aumentam a ativação de circuitos ligados à saliência, o que diminui a sensação de sobrecarga e a ativação autonômica associada à ansiedade. Esse alívio momentâneo permite ao sistema nervoso recuperar-se de estados de hiperexcitação e facilita a restauração emocional.

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2) Recuperação do foco e fortalecimento do controle executivo: 
Se manter longe do celular cria janelas ininterruptas de atenção que favorecem o funcionamento do córtex pré-frontal, a região envolvida em funções como o planejamento, inibição de impulsos e atenção. Cada interrupção digital exige reorganização atencional e gera um grande custo cognitivo para retomar a tarefa anterior. Ao eliminar essas interrupções, diminuímos a carga sobre a memória de trabalho e praticamos a inibição de respostas automáticas, o que, com a repetição, pode melhorar a eficiência do controle executivo. Alguns estudos experimentais mostram impacto direto de notificações na performance em tarefas que exigem atenção.

3) Melhora da qualidade do sono e da regulação circadiana (noção de que o dia é dividido em dia e noite):
Evitar telas e o uso intensivo do celular, sobretudo nas horas que se aproximam do momento de dormir, reduz a exposição à luz azul que suprime a produção de melatonina, o famoso hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de dormir. Além disso, desligar estímulos emocionais e cognitivos antes de deitar reduz a estimulação mental que atrapalha a iniciação do sono. Do ponto de vista neurobiológico, sono mais regular melhora a consolidação da memória e a regulação emocional mediada pelo hipocampo e córtex pré-frontal.

4) Maior presença social e ativação dos circuitos sociais do cérebro: 
Desconectar por um dia favorece interações mais atentas e menos fragmentadas; isso não é só comportamento, tem base neural. A interação cara a cara ativa redes sociais do cérebro (por exemplo, áreas mPFC e temporoparietal), que suportam empatia, “teoria da mente” e recompensa social. Estar presente melhora a qualidade da sintonia emocional e fortalece vínculos, o que protege contra estresse e promove bem-estar a nível neuroquímico (menos cortisol, mais sensação de recompensa).

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5) Espaço para autorreflexão, reintegração do “self” e regulação emocional: 
Um dia offline aumenta o tempo disponível para processos que envolvem a rede de modo padrão, associada à autorreflexão, elaboração narrativa pessoal e processamento emocional. Esse retorno à reflexão interna facilita a identificação de gatilhos, hábitos automáticos (por exemplo, checar o celular por tédio) e permite reaprender estratégias de regulação emocional, algo crucial para a resiliência. Em termos práticos, a pausa favorece o insight e escolhas mais conscientes.

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