Com os computadores como companheiros inseparáveis para escrever, junto com os tablets e celulares, parece que a escrita à mão foi praticamente esquecida. Quando precisamos fazer a lista de compras, recorremos imediatamente ao aplicativo de notas do smartphone, mas também quando necessitamos organizar nossos pensamentos, medos ou anotar uma importante mensagem antes de enviar por WhatsApp.
Tudo isso é genial, mas o melhor para o nosso cérebro é pegar papel e caneta, como explica a psicóloga María Gómez, mais conhecida nas redes sociais como @merigopsico. "Quando escrevemos à mão está comprovado que temos mais conexões neurais, a informação se integra de uma maneira melhor e se retêm melhor o conhecimento", explica a especialista.
Essa é a principal razão pela qual, ao estudarmos sempre preferimos fazer anotações em um caderno. Mas isso não é tudo, segundo indica a psicóloga: "Também está demonstrado que se tem maior concentração, melhor memória de trabalho e também maior pensamento crítico". Estudos científicos já apontaram para o potencial da escrita à mão para melhorar o aprendizado.
Deixar as telas de lado por um tempo para dedicar tempo para colocar no papel nossos sentimentos, problemas e preocupações é essencial. E daí que nasce a técnica chamada escrita expressiva. "É escrever de forma pessoal e reflexiva sobre teus pensamentos e emoções", explica Maria.
E todos nós já fizemos isso em alguma momento, anotando em um caderno certos pensamentos para organizar as ideias. Parece que isso nos ajuda a ver tudo com um pouco mais de clareza.
Você pode pensar que esse tipo de ação não tem muito sentido, porém como explica a especialista: "A escrita transforma a consciência, ou seja, a expressão escrita tem efeitos sobre os pensamentos e os sentimentos. Te ajuda no processo emocional, reduz o estresse e também tem muito a ver com a criatividade e a clareza mental".
A ciência concorda com isso, como indica uma pesquisa que destacam os possíveis benefícios da escrita à mão na hora de desenvolver a capacidade de lógica e análises. Levamos em consideração essa dica que é válida para todas as idades, mas especialmente importante quando passamos a barreira dos 40 anos e qualquer conselho para exercitar a memória é bem-vindo.