Na novela das nove da Globo, "Quem Ama Cuida", Pilar é dona de um comentado figurino por conta do animal print e da ostentação. Mas será que as cores usadas pela vilã transmitem mesmo tudo o que ela quer?
Apontamentos da psicologia das cores revelam que determinados tons podem reforçar a percepção de autoridade, firmeza e controle emocional - características frequentemente associadas a pessoas com perfil dominante.
Esse tipo de personalidade não está ligado, necessariamente, à agressividade e ao mau-caratismo da vilã, vale destacar, na abordagem psicológica. Trata-se, na verdade, da capacidade de influenciar o ambiente, tomar decisões com segurança e sustentar posicionamentos mesmo sob pressão.
Segundo especialistas, a escolha das cores também pode funcionar como extensão dessa comunicação não-verbal.
A seguir, confira os três tons mais associados a esse traço comportamental e o que cada um deles transmite:
Tons fechados de vermelho, como bordô e vinho, aparecem como uma escolha comum entre pessoas com perfil dominante. Diferentemente das versões mais vibrantes da cor, que podem remeter à impulsividade, essas variações mais profundas transmitem energia direcionada, ambição e clareza de objetivos.
Na psicologia, o vermelho escuro está associado a indivíduos que sabem o que querem e agem com decisão. Pesquisas na área também apontam que esses tons ampliam a percepção de liderança e poder pessoal.
O preto aparece como outro tom entre os principais símbolos de dominância. Dentro da psicologia das cores, o tom está diretamente relacionado a poder, autocontrole e estabilidade emocional.
Por não exigir explicações, ele comunica autoridade de maneira quase instantânea. Estudos de percepção social indicam que o uso do preto tende a reforçar a ideia de hierarquia, fazendo com que a pessoa seja vista como alguém menos suscetível à influência externa. É uma cor que delimita espaço, impõe respeito e sugere firmeza nas decisões, sem necessidade de grandes gestos.
Mais discreto, o cinza grafite representa uma forma menos explícita de dominância. Aqui, o destaque está na racionalidade, no controle emocional e na postura analítica.
Segundo a psicologia das cores, esse tom é frequentemente escolhido por pessoas estratégicas, que preferem influenciar de maneira sutil, sem recorrer ao confronto direto. A cor transmite seriedade, independência e estabilidade, características de quem exerce liderança de forma mais contida, porém consistente.
É importante diferenciar um caráter dominante saudável de comportamentos agressivos: o primeiro está ligado à segurança interna, à clareza de metas e à capacidade de sustentar decisões.
Ou seja, não se trata de impor vontades, mas de conduzir situações com firmeza e equilíbrio, algo que, como mostra a psicologia das cores, também pode ser refletido nas escolhas visuais do dia a dia.