O universo do esporte e o mundo das celebridades estão mais unidos do que nunca por uma causa urgente que afeta diretamente o futuro das nossas jovens atletas.
Diante da Copa do Mundo 2026, onde o Brasil faz sua estreia neste sábado (13), as craques da Seleção Brasileira Tamires, Bia Zaneratto e Cristiane Rozeira, ao lado da influenciadora digital Alê Xavier, decidiram usar a sua visibilidade para liderar o movimento "O jogo é nosso". A campanha joga luz sobre um problema silencioso: a quantidade de meninas que desistem do esporte na adolescência por pressões estéticas.
Se você acompanha a rotina, os treinos e o estilo de vida das jogadoras nas redes sociais, talvez não imagine a dura realidade dos bastidores da base esportiva. Uma pesquisa global revelou que, no Brasil, 3 em cada 4 meninas abandonam o esporte entre os 11 e 17 anos. O motivo? A baixa autoconfiança corporal.
Cerca de 74% das adolescentes brasileiras afirmam que já deixaram ou pensaram em largar os treinos por pura insegurança com o próprio corpo. No futebol feminino, um espaço que historicamente luta por mais visibilidade, o impacto é ainda mais cruel: 60% delas abandonam os campos ao longo da adolescência.
Para tentar virar esse placar e transformar os ambientes esportivos em espaços mais acolhedores, o debate está ganhando as maiores vitrines culturais do planeta. É aí que entra o patrocínio oficial das próximas edições da Copa do Mundo FIFA (a Masculina em 2026 e a Feminina em 2027) pela Dove, marca que já tem como DNA a discussão sobre beleza real e autocuidado.
O objetivo do projeto Dove Confiança Corporal no Esporte é capacitar técnicos, pais e as próprias jovens a construírem uma relação mais saudável com o espelho. O foco muda da estética para a performance, valorizando o que esses corpos ativos e potentes são capazes de realizar dentro de campo.
"A intenção é usar a potência e o alcance do futebol para dar visibilidade aos desafios enfrentados por meninas no esporte, estimulando discussões sobre autoestima, pertencimento e permanência", explica Marina Ballini, porta-voz da marca.
Muito além dos posts nas redes sociais, a iniciativa tem metas reais de transformação social. Desenvolvido em parceria com centros de pesquisa internacionais especializados em psicologia da aparência, o programa será implementado no Brasil em conjunto com grandes instituições, como a Laureus Sport for Good, o Instituto Esporte e Educação (IEE) e a Rede Esporte pela Mudança Social (REMS).
Até o final de 2027, a expectativa é alcançar 80 mil jovens no país, garantindo que a nova geração de atletas brasileiras tenha o suporte necessário para continuar brilhando, jogando e ocupando seus espaços de direito sem medo de julgamentos.