O "BBB 26" enfrenta mais um problema além da denúncia por fãs à Endemol, criadora do reality. O Ministério Público Federal vai investigar possível prática de tortura no programa da Globo após o órgão receber queixas e protestos relacionados a risco da integridade física e psicológica dos participantes.
Vale lembrar que na Europa a dinâmica do Quarto Branco foi rotulado de "grande tortura". No parecer, o MPF cita além daquele espaço de resistência pelo menos três casos, um deles o que envolveu Henri Castelli. O ator deixou o "BBB 26" no segundo dia após sofrer dois quadros de convulsão em um curto período de tempo - o primeiro enquanto disputava uma Prova de Resistência, relata a coluna Gente da revista "Veja".
O Purepeople procurou a assessoria de imprensa da Globo nesta manhã (6) e aguarda retorno.
Segundo o Ministério Público, através de Julio Araujo, procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, as provas apresentam chance dos participantes correrem risco de saúde. Quem também acabou citado foi Breno, mantido na parte de fora da casa-cenário.
"Segundo o documento, submeter pessoas a situações perigosas por entretenimento pode significar uma 'afronta direta à dignidade humana'", diz a coluna. O Quarto Branco também aparece no documento após relato da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP).
A entidade divulgou carta aberta no qual a seleção para entrar definitivamente no jogo poderia causar associações ao sofrimento psicológico enfrentado por pessoas em regimes autoritários.
Um terceiro participante citado foi Rafaella, que acabou desmaiando após mais de 120 horas no local. Para o MPF, a terapeuta ocupacional pode ter sido obrigada a ficar de pé em espaço com dimensões reduzidas, levantando a possibilidade de ter havido um "tratamento degradante".
Julio Araujo escreveu que embora tenham "liberdade editorial", as TVs não têm com isso "salvo-conduto" para violar direitos fundamentais. E que devem garantir o respeito à dignidade humana, além dos valores sociais, tanto da família quanto da pessoa.
O órgão pediu que a Globo apresente um documento de forma detalhada na qual esclareça as questões apontadas pela CEMDP. O canal carioca, por sua vez, informou que mantém equipe médica permanente, o que inclui UTI móvel. E lembrou que Henri Castelli foi transferido a unidades de saúde nas duas vezes em que passou mal.