Após 4 anos de luta intensa contra o câncer, a influenciadora Isabel Veloso teve sua morte anunciada neste sábado, dia 10 de janeiro, aos 19 anos. Mãe de Arthur, que completou seu aniversário de 1 ano enquanto ela estava internada na UTI, existe muita preocupação com o futuro do pequeno, que agora será cuidado integralmente pelo pai, Lucas Borbas.
Lucas, que emocionou o público com sua despedida de Isabel Veloso, já vinha se dedicando aos cuidados do bebê nos últimos meses. No entanto, segundo a neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil, Telma Abrahão, o filho do casal está em uma fase decisiva de seu desenvolvimento, onde o cérebro passa por uma intensa organização.
De acordo com a especialista, o cérebro da criança é influenciado pelos vínculos, experiências emocionais e o ambiente em que ela está inserida: "Do ponto de vista da neurociência, o cérebro do bebê não precisa, obrigatoriamente, da figura materna para se desenvolver de forma saudável. O que ele precisa é de um cuidador principal que seja presente, previsível, afetuoso e sensível às suas necessidades, e esse papel pode ser plenamente exercido pelo pai", explica.
Segundo a Dra. Telma, estudos indicam que a presença paterna, como no caso do filho de Isabel Veloso e Lucas Borbas, ativa processos neurobiológicos fundamentais, como a liberação de oxitocina (hormônio ligado ao afeto) e regulação do cortisol (responsável pelas reações ao estresse).
Ambos ajudam a construir, no cérebro da criança, a sensação de segurança, confiança e estabilidade emocional: "Um pai emocionalmente disponível, que acolhe, cuida, brinca, conversa e responde aos sinais do bebê, ajuda a formar circuitos neurais associados à segurança e à regulação emocional. Isso é o que sustenta relações saudáveis no futuro", destaca a especialista.
Segundo a neurocientista, a morte de Isabel Veloso não impede que a presença emocional da influenciadora seja mantida na vida de Arthur. Histórias, fotos e lembranças contribuem para que a criança mantenha a representação da figura materna em seu imaginário.
"A neurociência é clara ao mostrar que não é a configuração familiar que determina um desenvolvimento saudável, mas a qualidade do vínculo, da presença e do cuidado. Em um momento de tanta dor, o amor, a constância e a sensibilidade do pai serão fundamentais para transformar essa perda em uma história de proteção, vínculo e resiliência", conclui Telma.