A movimentação nos bastidores do meio jurídico envolvendo nomes conhecidos do público ganhou novos desdobramentos e passou a chamar atenção por possíveis conexões entre diferentes casos.
Em voga em 2026, o caso do Banco Master e o escândalo envolvendo o nome do empresário Daniel Vorcaro, ex-companheiro de Martha Graeff, têm revelado, a partir de informações apuradas, como trajetórias distintas acabam se cruzando por meio de seus representantes legais.
Segundo o jornal O Globo, em análise assinada por Thiago Prado, editor de Política e Brasil, o advogado criminalista Roberto Podval deixou a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro na segunda-feira (23). Ao veículo, ele confirmou a saída, mas não apresentou detalhes adicionais.
Ainda de acordo com o jornal, o movimento já era considerado esperado, uma vez que Podval se posicionava de forma contrária à condução de uma delação premiada que está em negociação por Vorcaro. O advogado atuava no caso há cerca de dois anos e era o principal nome da defesa até a chegada de José Luis de Oliveira Lima, conhecido como Juca.
Conforme o veículo, a condução da possível delação premiada passou a ser responsabilidade de José Luis de Oliveira Lima, com atuação tanto na Polícia Federal quanto no Ministério Público Federal. Nos bastidores, ainda segundo O Globo, Podval teria refletido por dias sobre sua saída, mencionando desconforto com o processo e com a presença do novo advogado.
O advogado Juca possui experiência em negociações desse tipo. Segundo o jornal, ele foi responsável pelo acordo de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, no contexto da Operação Lava Jato.
De acordo com o site PlantoBR, em 2024 a família do general Braga Netto contratou José Luis de Oliveira Lima para atuar em sua defesa criminal. Conforme a publicação, o advogado possui histórico de atuação em casos de grande repercussão.
Segundo o site, entre seus clientes estão José Dirceu, no contexto do mensalão, além de nomes como Roger Abdelmassih, Marcius Melhem e Pedro Guimarães, citados como alvos de investigações e processos relacionados a crimes sexuais de diferentes naturezas.
Conforme o g1, em reportagem assinada por Márcia Brasil em 2023, o humorista Marcius Melhem tornou-se réu por assédio sexual contra três mulheres, após a denúncia do Ministério Público do Rio ser aceita pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com o veículo, os episódios teriam ocorrido quando Melhem atuava como diretor de Humor da Globo, envolvendo as atrizes Ana Carolina Portes, conhecida como Carol Portes, e Georgiana Góes, além de uma terceira denunciante que teve a identidade preservada.
Segundo a publicação, apesar de a humorista Dani Calabresa ter denunciado anteriormente, o caso dela foi arquivado por prescrição, assim como os relatos de outras quatro mulheres. A defesa de Marcius Melhem, que inclui José Luis de Oliveira Lima, informou em nota que pretende contestar as acusações. No comunicado, os advogados afirmam que a denúncia seria "confusa e inteiramente alheia aos fatos e às provas", acrescentando que a contestação será feita no momento oportuno.
Em resposta, conforme o g1, o Ministério Público declarou que a nomeação da promotora Isabela Jourdan seguiu critérios legais e regulamentares, afirmando que não houve violação ao princípio do promotor natural.Desde o surgimento das acusações, no fim de 2019, Marcius Melhem nega os fatos. Segundo o g1, ele deixou a Globo em agosto de 2020, e a emissora informou que investiga todas as denúncias de forma criteriosa, mantendo sigilo sobre os processos internos.