Ayrton Senna fez a última ligação para a namorada, Adriane Galisteu, pouco antes de entrar em sua Williams para disputar o GP de San Marino, em 1º de maio de 1994. Na sétima volta, o piloto brasileiro perdeu o controle, conseguiu desacelerar, mas não impediu a colisão fatal contra um muro de concreto na curva Tamburello.
Encerrava-se ali a carreira do tricampeão de Fórmula 1 deixando o Brasil de luto e a então modelo, que havia interrompido os trabalhos, em delicada situação financeira. Aquele final de semana foi marcado por uma série de outros acidentes, incluindo o igualmente fatal com o austríaco Roland Ratzenberger.
É bom lembrar que a poucas horas do acidente, Senna teria pedido Xuxa em casamento, segundo o compositor e cantor Michael Sullivan, durante conversa por telefone na madrugada italiana. A cerimônia iria ocorrer após o piloto retornar da Itália.
A conversa entre Senna e Galisteu já lembrada no livro "Caminho das Borboletas" é recordada no documentário "Meu Ayrton" (HBO Max), no qual a apresentadora revela ainda a surpresa que não conseguiu entregar para o namorado. "'Está tudo uma m****'! Uma m****'!, uma m****'!' Repetia e soluçava", disse Galisteu sobre a conversa que teve com Senna, onde ele citou a morte trágica do piloto da Simteck em 30 de abril durante os treinos para a corrida.
No doc, a apresentadora afirmou ter tido uma briga por telefone com Senna ao pedir para ele não correr em San Marino. "Ele poderia não ter corrido. Ele ficou bravo comigo e não gostou de ter ouvido 'não corre, você pode não correr'", contou Galisteu, alvo de uma tentativa de dossiê por parte da família Senna.
É bom lembrar que aquela foi a terceira etapa do mundial e o brasileiro seguia zerado na classificação após abandonos no Brasil e no Pacífico. Namorada do tricampeão havia um ano, período onde ela havia o xingado por conta do irmão da modelo, a hoje comandante de "A Fazenda" afirmou que tinha sido a primeira vez que Senna ligou para ela a minutos da largada.
"Me telefonou 10 minutos antes da corrida começar. Isso era uma coisa impossível de acontecer. Ele ficava calado 24 horas. Imagina que ele ia falar com alguém no telefone mesmo que fosse eu, a mãe dele ou quem fosse 10 minutos antes", completou.