'Encontra-se em tratamento clínico especializado, sem previsão de alta hospitalar': aos 44 anos, Michelle Bolsonaro está internada em Brasília por crise de enxaqueca; médico detalha diagnóstico da candidata ao Senado: 'Náuseas e tontura, uma piora no sono, na atenção e na memória'
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 11:54
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Michelle Bolsonaro segue internada com quadro de enxaqueca refratária. Ex-primeira-dama enfrenta condição que vai além da dor de cabeça, afetando sono, atenção e memória. Saiba detalhes da doença
'Encontra-se em tratamento clínico especializado, sem previsão de alta hospitalar': aos 44 anos, Michelle Bolsonaro está internada em Brasília por crise de enxaqueca; médico detalha diagnóstico da candidata ao Senado: 'Náuseas e tontura, uma piora no sono, na atenção e na memória' Michelle Bolsonaro internada com crise de enxaqueca: situações de estresse e noites mal dormidas podem piorar dor crônica de cabeça Virgínia é outra famosa a enfrentar quadro de enxaqueca: 'Além da dor latejante, o paciente fica mais sensível à luz, aos sons e ao barulho, sofre com náuseas e tontura e tem uma piora no sono, na atenção e na memória', aponta profissional A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro segue internada por conta de crise de enxaqueca: médico especialista aponta para mudança na alimentação para reduzir quadro. 'Recomendado evitar estimulantes, como café, chocolate e energéticos, e termogênicos, incluindo gengibre e pimenta vermelha' Virgínia relata com frequência crises de enxaqueca: medicamentos não surgem efeito, aponta médico especialista. 'Quanto mais remédios você toma, menos eles funcionam e mais dor você sente'

Mulher de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro segue internada no Hospital DF Star, na capital federal, para tratamento de enxaqueca refratária, que vem tratando há algumas semanas. Aos 44 anos, a candidata ao Senado pelo Distrito Federal não tem previsão de alta, segundo informou a unidade nesta terça-feira (22).

"O Hospital DF Star informa que a Sra. Michelle Bolsonaro deu entrada na data de hoje com quadro de enxaqueca refratária ao tratamento clínico ambulatorial iniciado há dois meses. No momento, encontra-se em tratamento clínico especializado, sem previsão de alta hospitalar", informou boletim médico. No mês passado e às vésperas do PL realizar a convenção para o lançamento da candidatura de Michelle, a ex-primeira dama já tinha sido internada pelo mesmo motivo, sendo submetida a um "bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos". 

Enxaqueca vai além da dor de cabeça: 'Sensível à luz, sons e barulhos'

A nova internação da candidata joga luz a respeito desse problema de saúde que atinge aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo (lembrando que somos uns 8,3 bilhões). E se você pensa que a enxaqueca provoca apenas dor de cabeça está enganado. "A enxaqueca impacta a vida das pessoas em diversos aspectos. Além da dor latejante, o paciente fica mais sensível à luz, aos sons e ao barulho, sofre com náuseas e tontura e tem uma piora no sono, na atenção e na memória", enumera o neurologista especialista em cefaleia dr. Thiago de Paula.

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Crise de enxaqueca: alimentos devem ser evitados

E porque a enxaqueca comumente é mais comum em mulheres? "Existe também uma questão hormonal. Hormônios como o estrogênio influenciam na sensibilidade e prevalência dos sintomas. Por isso, é mais comum em mulheres", explica o profissional apontando que aproximadamente 180 locais no código genético favorecem ao desenvolvimento da doença.

E não é só isso. "Uma pessoa que tem uma vida muito intensa, está sempre exposta a estímulos, sofre com grande estresse e não dorme direto tende a sofrer com crises mais frequentes e mais graves", indica o dr. Tiago. A atudo isso a alimentação também tem seu grau de contribuição. 

"Principalmente aqueles alimentos que deixam o cérebro mais acelerado, pois trata-se de uma doença relacionada à hiperexcitabilidade cerebral. Por isso, é recomendado evitar estimulantes, como café, chocolate e energéticos, e termogênicos, incluindo gengibre e pimenta vermelha, por exemplo", lista.

Remédio contra enxaqueca? Nem pensar!

Por tudo isso, os medicamentos acabam não surgindo efeito. "Pelo contrário. Os remédios para crises são cronificadores da enxaqueca. Esses medicamentos não tratam a doença de forma efetiva e, quanto mais remédios você toma, menos eles funcionam e mais dor você sente. É um quadro conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Além disso, esses remédios podem prejudicar a eficácia dos tratamentos de primeira linha", adverte.

Dessa forma, é recomendável alterar a alimentação e recorrer a nutricionistas e psicólogos, além de tratamento a base, por exemplo, de toxina botulínica, injetada em pontos nervosos específicos. "Para reduzir a sensibilidade do cérebro a dor, ajudando, assim, no controle da enxaqueca", explica, lembrando que a enxaqueca crônica não tem cura, contudo pode ser controlada, uma vez que gatilhos e fatores crônicos podem ser identificados por especialistas.

No tratamento pode-se recorrer aos Anti-CGRP, medicamentos monoclonais. "Eles bloqueiam o efeito do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), que contribui para a inflamação e transmissão de dor e está presente em maiores níveis em pacientes com enxaqueca", aponta, acrescentando a respeito da fisioterapia com dispositivo de neuroestimulação. "Ela promove uma estimulação elétrica transcutânea do nervo trigêmeo, diminuindo a transmissão de sinais de dor e reduzindo a excitabilidade cerebral, o que contribui para a redução da intensidade e da frequência das crises", conclui.

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Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
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