Francisco Cuoco deixou uma fortuna de R$ 10 milhões para ser dividida entre os três filhos (saiba aqui quem são). Essa afirmação passou a ser ventilada após a morte do ator, aos 91 anos, na última quinta-feira (19), por falência múltipla dos órgãos. O eterno galã vinha enfrentando problemas de saúde, chegando aos 130kg, passou por um período de "muito sofrimento", segundo sua última namorada, e estava internado há três semanas em um hospital de São Paulo.
Protagonista da novela "Redenção" (Excelsior, 1966-1968), uma das mais longas da TV com quase 600 capítulos, Francisco Cuoco afirmou não ter acumulado um vasto patrimônio ao longo das seis décadas de carreira. "O que ganhava gastava com a família, com ex-mulher, com uma besteirada", resumiu ao "Notícias da TV" em maio de 2018, um mês após revelar ao Purepeople o fim do namoro com Thais Almeida.
É importante frisar que Cuoco não citou nas entrelinhas a qual ex-mulher se referiu. Ao longo da vida, ele foi casado duas vezes: com Gina Rodrigues, mãe de seus filhos, e Carminha Brandão. Segundo a reportagem de sete anos atrás, Francisco Cuoco não acumulou dinheiro e era proprietário de dois imóveis, que seriam entregues aos três filhos de herança, o que praticamente afasta os cálculos de matéria da RicTV, afiliada da Record no Sul do país.
Na época, o astro de "Pecado Capital" criticou o preço elevado dos planos de saúde no Brasil. "Ter um é privilégio. Tem gente que paga R$ 4 mil, R$ 5 mil, é um absurdo, uma loucura. Estamos ferrados com a política que a gente tem", protestou o artista, cujo filho caçula chegou a ser apontado como seu sucessor. Às vésperas de atuar em "Segundo Sol", a última novela onde deu vida a um personagem - em "Salve-se Quem Puder" foi ele mesmo -, Cuoco descartou planos de aposentadoria.
"Deve ser uma coisa que atordoa, um vazio horroroso. Eu vejo as pessoas jogando dominó na praça e fico um pouco penalizado porque prefiro estar na ativa. De preferência, quero finalizar a minha vida trabalhando", afirmou.