Jackie Chan, aos 71 anos, sobre cenas de ação: 'Não existe mais preparação física. Está tudo no coração, na alma, é memória muscular'
Publicado em 22 de junho de 2026 às 10:19
Aos 71 anos, Jackie Chan revela por que ainda dispensa dublês em cenas perigosas de ação e fala sobre os riscos da profissão
Jackie Chan, aos 71 anos, sobre cenas de ação: 'Não existe mais preparação física. Está tudo no coração, na alma, é memória muscular' Aos 71 anos, Jackie Chan segue fazendo as próprias cenas de ação e garante que não pretende se aposentar tão cedo Jackie Chan é conhecido pelos filmes de artes marciais e comédia que atua Enquanto muitos recorrem a dublês e efeitos especiais, Jackie Chan continua apostando no realismo Os riscos continuam altos, mas Jackie Chan não pensa em abandonar as acrobacias que fizeram sua fama

Aos 71 anos, Jackie Chan mostra que continua disposto a desafiar os limites do próprio corpo. Mesmo após mais de seis décadas realizando cenas de ação, o astro do cinema não pretende abandonar uma das marcas registradas de sua carreira: fazer as acrobacias que aparecem em seus filmes.

Em entrevista à revista Haute Living, o ator famoso deixou claro que não pensa em mudar tão cedo. “É claro que eu sempre faço minhas próprias acrobacias. Isso é quem eu sou. Isso não vai mudar até o dia em que eu me aposentar, o que nunca vai acontecer! E, sendo sincero, depois de fazer isso por 64 anos seguidos, não existe mais preparação física. Está tudo no coração, na alma, é memória muscular.”

Dono de uma trajetória que ultrapassa 150 produções cinematográficas, Jackie Chan construiu um legado que influenciou gerações de artistas do cinema de ação. E, pelo visto, ainda não pretende diminuir o ritmo. Boa notícia para os fãs do artista!

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A tecnologia cinematográfica nos dias atuais

Ao longo dos anos, o ator ficou conhecido por dispensar dublês em muitas sequências perigosas, apostando em cenas reais que ajudaram a consolidar seu estilo único. Mesmo diante dos avanços tecnológicos que transformaram Hollywood, ele continua valorizando a autenticidade das gravações feitas sem o apoio excessivo de efeitos visuais.

Para Chan, a tecnologia ampliou as possibilidades dentro das produções, mas também mudou a forma que o público vê os riscos. “Antigamente, ou você estava lá e pulava, ou não fazia. Hoje, com a computação gráfica, os atores podem fazer qualquer coisa, mas sempre fica aquela sensação de que falta algo real.”

A busca por esse realismo teve um custo alto ao longo da carreira: lesões e acidentes marcaram diversas filmagens do artista.

Diante disso, Jackie faz um alerta às novas gerações de atores e não recomenda que repitam o mesmo caminho. “É uma faca de dois gumes. Por um lado, os atores conseguem fazer coisas impossíveis com a ajuda da tecnologia. Por outro, o conceito de perigo e limite se perde, e o público acaba anestesiado.”

Mesmo reconhecendo os riscos envolvidos, o artista não demonstra qualquer intenção de abandonar as cenas radicais que o transformaram em uma das maiores lendas do cinema de ação. Para ele, continuar saltando é apenas uma extensão natural de quem sempre foi. E, ao que tudo indica, a aposentadoria segue fora dos planos (ainda bem).

Por Clara Espíndola | Colaboradora | TV, beleza e famosos
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
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