Há 24 anos, Walcyr Carrasco, autor de 'Êta Mundo Melhor', amargou com fracasso no horário das seis que a Globo faz questão de esquecer
Publicado em 4 de maio de 2025 às 11:57
Qual novela de Walcyr Carrasco que a Globo prefere apagar da memória? Descubra!
'A Padroeira', com Deborah Secco e Luigi Barricelli foi uma das novelas de maior fracasso de Walcyr Carrasco Laura Cardoso fez parte do elenco da novela 'A Padroeira', de 2001 Sandra (Flavia Alessandra) ressurge em 'Êta Mundo Melhor' presa e costurando na cadeia Flavia Alessandra volta como Sandra em Eta Mundo Melhor A continuação da novela 'Êta Mundo Bom' está prevista para 2025, na Globo.
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Walcyr Carrasco é considerado um dos medalhões da Globo. Um dos autores de maior sucesso da emissora, ele emplaca trabalhos marcantes na telinha. 

Entre suas obras de maior sucesso estão 'O Cravo e a Rosa', Chocolate com Pimenta', 'Amor à Vida', 'O Outro Lado do Paraíso' e 'A Dona do Pedaço'. 

Na Globo, o novelista é considerado uma peça importante para elevar a audiência da emissora, principalmente no horário nobre. Nos últimos tempos, ele tem sido chamado às pressas para colocar uma obra no ar com, no mínimo três anos de distância. Geralmente, isso acontece quando a trama antecessora não emplaca como esperada. 

No entanto, se hoje Walcyr Carrasco tem grande fama na Globo por seus sucessos, no início de sua carreira foi alvo de críticas e de uma audiência pífia no horário das seis, algo que a própria emissora prefere não lembrar. 

Um ano após a aclamada 'O Cravo e a Rosa' brilhar no horário das seis, Walcyr foi convocado para escrever seu novo projeto: 'A Padroeira'. A trama que substituiu 'Estrela-guia', com Sandy e Junior no elenco, foi considerada um tremendo fracasso, levando o autor a fazer mudanças bruscas na história.

O que aconteceu com 'A Padroeira'?

Protagonizada por Deborah Secco e Luigi Barricelli, o folhetim de Walcyr Carrasco tinha como mote principal o encontro da imagem da Nossa Senhora da Conceição Aparecida por pescadores no Rio Paraíba, além dos milagres atribuídos a ela. 

Na época, o diretor Walter Avancini foi substituído por Roberto Talma no início da novela em decorrência de um câncer de próstata. Naquele mesmo ano, o diretor morreu. 

Assim, Talma implantou várias mudanças como acabar com o tom soturno da obra, deixando-a mais colorida. Entre os exemplos está Imaculada (Elizabeth Savalla), a beata trocou as roupas escuras para algo mais singelo, além de substituir a dramaticidade pesada pelo humor.

Outra questão que mexeu com os ânimos dos telespectadores foi o fato de que o reitor do Santuário de Aparecida, José Ulysses da Silva, declarou medo por 'distorções da história real e deformações religiosas'. No entanto, essa possível polêmica foi superada. 

“Estávamos ansiosos para ver como a Globo iria retratar a história, mas, até agora, a novela superou as nossas expectativas. Pelo menos no que diz respeito ao conteúdo teológico, a novela está muito bem”, afirmou Darci José Nicioli, então administrador da Basílica, à Folha de S. Paulo de 24 de junho de 2001.

Mesmo com todos os ajustes, 'A Padroeira' não deixa saudades, sendo uma das novelas do autor nunca reprisadas no Vale a Pena Ver de Novo.

Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
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