Nos 135 anos de Chanel, saiba qual foi o legado da estilista para a moda
Publicado em 19 de agosto de 2018 às 06:29
Estilista mais icônica de todos os tempos, a francesa Coco Chanel faria 135 anos hoje se estivesse viva. Leonina, Chanel defendia a liberdade do corpo feminino e criou peças que são clássicos até os dias de hoje. Visuais eternos como a camisa listrada, o pretinho básico e o uso de vários colares de pérolas juntos são itens que ganharam notoriedade pelas mãos dela. Confira seu legado para a moda
Chanel completaria 135 anos se estivesse viva hoje
O legado de Chanel para a moda: foi a estilista que difundiu para a moda o uso da camisa listrada
O legado de Chanel para a moda: chanel também é a responsável pelo pretinho básico em nossas vidas
Foi a estilista quem primeiro sugeriu às mulheres que adotassem um vestido preto curinga
O uso das pérolas em diversas voltas também é uma marca registrada
O perfume Chanel nº 5 é um legado da francesa
Assim como o tailleur de tweed, que é clássico da moda até hoje
A bolsa de matelassê -- outro clássico Chanel -- foi inspirada nos móveis da estilista
A atriz brasileira Laura Neiva é uma das representantes (chamadas fidéles) da marca pelo mundo
Gisele Bunchen na passarela da Chanel

Nascida na Paris do início do século XX, há exatos 135, Gabrielle Bonheur Chanel, sempre foi associada à liberdade (ela nunca se casou, mas teve casos notórios ao longo de toda a vida) e a um pensamento a frente do seu tempo. Nascida em uma família pobre e órfã aos seis anos de idade, Chanel trabalhou por um breve período como cantora – época em que ganhou o apelido Coco – e depois de descobrir sua verdadeira vocação, tendo aberto sua primeira chapelaria em 1910, foi se tornar a maior designer de roupas do mundo, criando um legado como grife mais importante do planeta até os dias de hoje. Seu nome é instantaneamente associado à elegância e essa construção não se deu por acaso. A marca revelou recentemente, pela primeira vez, seu faturamento depois de 110 anos de existência.

Luxo na simplicidade

Chanel era diferente e valorizava a simplicidade. Foi pioneira em pegar emprestado para visuais femininos peças do guarda-roupa masculino e gostava de criar coisas confortáveis, que não limitassem o corpo. "Ela fez uma mistura do vocabulário de roupas femininas e masculinas e criou uma moda que deu ao usuário um sentimento de luxo íntimo, em lugar da ostentação", definiu a jornalista Ingrid Sischy sobre o trabalho de Coco Chanel. E é por quebrar os paradigmas da feminilidade que o legado da designer não só sobrevive, mas é de grande importância até os dias atuais. Hoje, a grife – provavelmente a maison de moda mais importante do mundo -- é comandada pelo alemão Karl Lagerfeld. No comando da direção criativa desde os anos 80, Karl sempre respeitou o legado da marca, que teve a segunda modelo negra como noiva em seu último desfile de alta-costura. Confira algumas das contribuições que Chanel deixou para a moda.

Pretinho básico

Foi Chanel quem introduziu o jérsei de malha na moda e aboliu o visual de cintura supermarcada, que prendia o corpo feminino. Ao contrário, seus vestidos de noite tinham cortes simples e tinham o objetivo, segundo ela mesma, de conquistar mulheres de bom gosto e sem recursos para ostentar o que era considerado chique na época. Assim nasceu o pretinho básico. Em 1926, pela primeira vez, uma ilustração na "Vogue" mostrava um modelo do vestido limpo, sem detalhes, que Chanel reproduziria ao longo de toda sua carreira. A estilista era entusiasta dos acessórios e gostava de enfeitar os visuais mais simples com joias e outros detalhes.

Pérolas

É célebre a frase atribuída a Chanel que diz "Uma mulher precisa de voltas e voltas de pérolas". Segundo a história, a estilista ganhou de presente de Dmitri Pavlovich, monarca da Rússia e seu amante, um colar de seis voltas, isso foi no início dos anos de 1920. Chanel era conhecida por misturar pérolas falsas e verdadeiras eternizou o acessório como um símbolo de status fashion e sinônimo de elegância.

Listras

Até o final do século XIX, as listras eram usadas para uniformizar presos e pessoas com algum tipo de deficiência mental. Já no final do século, a Marinha Francesa adotou o visual listrado por conta da facilidade de identificar os homens ao mar. Já no século XX, em uma viagem ao litoral francês, Chanel se encantou pelo uniforme dos marinheiros e se inspirou no visual navy para criar uma coleção. Assim nasceu a camisa Breton ou simplesmente camisa listrada, mais uma peça eternizada pela estilista francesa.

Marcas registradas de Chanel

Além desses três itens icônicos, diversos outros são criações -- ou foram difundidos – pela estilista francesa. O corte de cabelo curtinho, na altura do queixo (ao qual chamamos de Chanel) é atribuído a Gabrielle. Dizem que ela teve de cortar o cabelo depois de um incêndio que chamuscou seus cabelos. Também levam a assinatura Chanel o tailleur de tweed (clássico da marca) e o perfume mais conhecido de todos os tempos, o Chanel nº 5, o qual a atriz Marylin Monroe já declarou usar cinco gotas para dormir, e só! Por fim, a famosa camélia branca, por vezes usada na lapela, era a flor favorita de coco e tornou-se um dos símbolos de sua marca, aparecendo até os dias de hoje nas coleções da Chanel.

(por Deborah Couto)

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