O feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é daqueles respiros importantes do calendário! Uma chance de pausa, reflexão e, ao mesmo tempo, convivência. A data marca a memória de Zumbi dos Palmares - último líder do Quilombo dos Palmares, a maior comunidade de resistência à escravidão no Brasil Colônia - e reforça a contribuição profunda da população preta para a cultura, a história e o cotidiano do Brasil.
E, entre um descanso e outro, muita gente também usa o dia para maratonar filmes! Alguns que dialogam diretamente com temas de identidade e justiça, outros que simplesmente divertem, emocionam e aproximam as pessoas. No fim, é um momento de valorizar histórias - as que nos ensinam e as que nos acolhem - e aproveitar o feriado com quem a gente gosta. Veja 6 obras para refletir ou somente relaxar a mente!
Baseado na história real que escancarou as rachaduras profundas do sistema penal americano, "Luta por Justiça" segue Bryan Stevenson, vivido com força e sensibilidade por Michael B. Jordan, um jovem advogado que poderia ter escolhido a carreira confortável, mas decidiu encarar o Alabama dos anos 1980 - um terreno onde racismo institucional não era exceção, mas regra.
Lá, ele encontra Walter McMillian, interpretado por um Jamie Foxx devastador, um homem negro condenado por um crime que nunca cometeu. O filme é um pulsar humano sobre dignidade, desigualdade racial, manipulação policial e a luta exaustiva para provar o óbvio. Com Brie Larson completando o trio central, o longa relembra que a Justiça, muitas vezes, precisa ser empurrada para acontecer e que grandes mudanças sempre começam com alguém que se recusa a aceitar a injustiça como destino. Luta por Justiça não apenas emociona; ele convoca.
Baseado no livro "Ney Matogrosso: A biografia", o longa retrata a vida de um dos artistas mais revolucionários do Brasil, interpretado com entrega absoluta por Jesuíta Barbosa - numa performance tão transformadora que virou unanimidade entre críticos.
O filme dirigido por Esmir Filho percorre a infância de Ney em Bela Vista, sua adolescência marcada por conflitos familiares e o salto para o mundo artístico, passando pelo impacto monumental dos Secos & Molhados e pela consolidação da carreira solo. É uma trajetória sobre coragem, identidade, liberdade e resistência... valores que ecoam exatamente no feriado.
Com elenco forte - Caroline Abras, Hermila Guedes, Bruno Montaleone, Rômulo Braga, Lara Tremouroux - e fotografia vibrante, "Homem com H" é daqueles filmes que não só entretêm: eles lembram por que certas vozes mudam o país.
Um dos filmes mais sensíveis da lista, perfeito para ver no feriado por um motivo simples: ele fala de amor, de exaustão e de tudo que existe entre esses dois extremos!
A protagonista - uma mulher preta que tenta conciliar maternidade, vida pessoal e pressões invisíveis - é o coração do filme. A história não romantiza a rotina: ela mostra feridas, sobrecargas e vulnerabilidades reais.
É impossível não se identificar com essa mãe que tenta dar conta de tudo enquanto o mundo insiste em pedir ainda mais. No feriadão, o filme funciona como abraço e também como reflexão sobre quantas mulheres negras sustentam a estrutura afetiva de tantas famílias brasileiras.
Este aqui é o “respiro” da lista, mas nunca superficial. A comédia brinca com ex-namorados que ressurgem como assombração natalina, famílias tentando parecer perfeitas, encontros inevitáveis e aquele desconforto gostoso de quem reencontra o passado no pior momento possível.
É leve, engraçado e funciona como contraponto para os títulos mais densos da maratona. Perfeito para assistir quando a família já está rindo alto no fim da tarde do feriadão!
Se a sua família gosta de conversar sobre filmes, "Parasita" é obrigatório. A obra-prima de Bong Joon-ho não se limita à crítica social: ela observa a desigualdade com ironia, precisão e um senso de tragédia quase inevitável.
A dinâmica entre a família pobre que tenta se infiltrar no universo da elite e a mansão que vira palco de segredos, tensões e surpresas é simplesmente hipnotizante. É o tipo de filme que termina e deixa a sala quieta, mas só pelos primeiros 10 segundos. Depois, vira discussão. Apesar de ser sul-coreano, o filme escancara como a desigualdade estrutural molda destinos. É um desses títulos que ficam com você.
Se é para falar de entretenimento inteligente com presença feminina magnética, "Oito Mulheres e um Segredo" é praticamente uma piscadinha para quem ama glamour, humor e um plano criminoso executado com precisão cirúrgica e muito estilo!
Lideradas por Sandra Bullock e Cate Blanchett, duas presenças que seguram qualquer franquia sozinhas, o filme reúne um time de talentos que vai de Anne Hathaway, debochada e autoirônica como a celebridade-alvo do golpe, a Rihanna, que entrega uma hacker badass do jeitinho que a gente queria ver no cinema.
Tem também Awkwafina, Mindy Kaling, Sarah Paulson e Helena Bonham Carter, cada uma adicionando sua própria camada de caos e charme ao assalto mais fashion já planejado: roubar um colar milionário dentro do MET Gala. No fim, Ocean’s 8 funciona porque é divertido, esperto e irresistivelmente estiloso... prova de que quando mulheres assumem o comando, até o crime fica mais interessante.
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