Vítima fatal da queda de um helicóptero em região de mata de Urubici (SC), o cantor Rick Sollo por dois momentos desfez a dupla sertaneja com Renner: a primeira entre 2010 e 2012 e a segunda após o parceiro se envolver em novo acidente de trânsito, entre 2015 e 2018. A morte de Rick, 59 anos foi confirmada no começo desta tarde (22) ao lado dos demais quatro ocupantes da aeronave: o piloto, o co-piloto (ambos não tinham tido o nome revelado até as 13h30), o videomaker Paulo Soares, e o empresário Bruno Avelar.
Em fevereiro de 2016 e àquela altura mais de um ano sem contato com Renner, Rick quebrou o silêncio sobre o afastamento do parceiro de dupla formada em 1986. "(Na mensagem) Você diz 'eu te perdoo'. Eu coloco um ponto de interrogação aí. Eu queria saber onde que você me perdoa. Deve ter alguma coisa que eu não me lembro para você ter que me perdoar", iniciou o cantor, que deixa mulher, com quem estava casado havia cerca de 40 anos, dois filhos e quatro netos.
O depoimento foi concedido ao programa "Domingo Show" da Record.
Na sequência, Rick, que havia saído sem ferimentos de um acidente de carro em Santa Catarina há dois anos, comentou a respeito do fim da dupla e mandou um recado para o ex-parceiro de dupla sertaneja. "Da minha parte, você pode esquecer, não tem mágoa, não tem raiva. Agora, eu acho que, se você tem que pedir perdão para alguém, teria que ser para o seu público, para quem te ama, para quem é fã, para quem viu a dupla Rick e Renner nascer e morrer", disparou.
Cantor e compositor nascido Geraldo Antônio de Carvalho na cidade de Monte do Carmo, então estado de Goiás e hoje do Tocantins, fez referência aos dois acidentes nos quais Renner se envolveu: o de 2014 por dirigir após consumir bebida alcóolica e no de agosto de 2001, muito mais grave e que resultou na morte de um casal de namorados, cujos corpos foram mutilados. A acusação apontou para Renner estar a aproximadamente 160km/h em rodovia de São Paulo.
Rick é mais um artista a morrer de forma trágica em acidente aéreo. Há mais de 30 anos, em março de 1996, os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas faleceram quando o jatinho no qual voavam se espatifou na Serra da Cantareira. Quatro anos depois, um acidente de ultraleve tirou a vida do ator Rômulo Arantes em Minas Gerais.
Em março de 2019, em Sergipe, morreu o cantor Gabriel Diniz após a queda de um avião de pequeno porte em área de mangue; no mesmo ano, um mês antes, Ricardo Boechat não resistiu à colisão de helicóptero com caminhão. A rainha da Sofrência Marília Mendonça foi outra vítima, em novembro de 2021, também em Minas.
A lista inclui outras personalidades como o surfista Pepê, em 1991 no Japão, e o presidente Castelo Branco, em 1967.