Odete Roitman fará sua primeira aparição em “Vale Tudo” neste sábado (26). Se em 2025 a demora é para a cena ser exibida no aniversário de 60 anos da TV Globo, na versão original, os motivos foram puramente contratuais.
Beatriz Segall foi a terceira opção para o papel e era uma grande aposta do autor Gilberto Braga. Odete Lara e Tônia Carrero chegaram a negociar a personagem, mas não fecharam contrato.
O problema é que Beatriz estava no ar na novela “Carmem”, folhetim da Rede Manchete cujo último capítulo foi exibido em 14 de maio de 1988. Exatamente dias depois, “Vale Tudo” teve início na Globo.
Certo de que Beatriz era a melhor escolha para sua Odete, Gilberto preferiu atrasar a entrada da personagem na trama, já que ela não poderia participar das primeiras gravações. A vilã chegou no 28º capítulo da novela. No remake, a personagem de Débora Bloch chega no episódio 24.
Leila matou Odete Roitman na primeira versão de “Vale Tudo”. Os autores fizeram esta escolha por ser uma das opções mais improváveis. Vale lembrar que a personagem matou a vilã por engano. Ela disparou os tiros ao ver apenas a silhueta de uma mulher, que ela acreditou se tratar da amante de Marco Aurélio (Reginaldo Faria), que era seu marido.
O que muita gente não sabe é que mais quatro personagens foram cogitados como assassinos de Odete. São eles: César (Carlos Alberto Riccelli), amante da vilã; Olavo (Paulo Reis), parceiro de César; Queiroz, sócio de Renato, diretor da Tomorrow; e Bruno (Danton Mello), filho de Leila e Ivan.
A primeira ideia era que Marco Aurélio matasse Odete. No entanto, como contou Aguinaldo Silva em entrevista ao “Fantástico”, a informação vazou para um jornalista de um veículo de novelas.
A equipe gravou cinco versões com diferentes assassinos e tudo foi filmado no mesmo dia da exibição, para evitar vazamentos. O elenco não sabia qual dos takes iria ao ar, nem mesmo os atores que gravaram a cena.