O que significa mudar constantemente de emprego, segundo a psicologia
Publicado em 26 de fevereiro de 2026 às 11:44
Trocar de emprego com frequência deixou de ser tabu. Mas o que realmente motiva essa busca incessante por novas oportunidades?
A psicologia explica: o que significa mudar constantemente de emprego? Cada vez mais, as pessoas tem perdido o ideal de que precisam ficar em seus trabalhos durante anos, mesmo quando não estão satisfeitas Uma pesquisa revelou que 87% dos Millennials e 84% da Geração Z não se apegam ao trabalho e estão dispostos a tentar outros empregos em curtos períodos de tempo Saúde mental, qualidade de vida, identificação com a empresa e planos de estabilidade são os principais pilares deste novo modelo de trabalho Com isso, surgiu o termo 'job hopping', usado para quem não costuma permanecer muito tempo no mesmo lugar, algo bastante comum entre profissionais de 25 a 35 anos

Teve um tempo em que 'ficar anos na mesma empresa' era praticamente um troféu. No currículo, isso soava como segurança e comprometimento, mas, nos últimos anos, o jogo virou. Pela lente da psicologia do trabalho, as novas gerações passaram a medir estabilidade de um jeito diferente. Em vez de lealdade a um único lugar, entrou em cena a ideia de crescimento e qualidade de vida.

Uma pesquisa de Millennials e Geração Z feita pela Deloitte em 2024, aponta que 87% dos Millennials e 84% da Geração Z veem o propósito da organização como algo decisivo para se sentirem satisfeitos no trabalho. Muito além de 'gostar do cargo', eles buscam se se reconhecer nos valores da empresa. 

E isso também explica por que muita gente prefere recusar vagas quando percebe que o discurso não combina com o que vive na prática.

O que é 'job hopping'?

Nesse novo cenário, cresceu a tendência da troca frequente de empregos. Algumas escolas e plataformas descrevem esse comportamento como mudanças a cada um ou dois anos em busca de melhores oportunidades. É o que ficou conhecido como 'job hopping', termo usado para falar de quem não costuma permanecer muito tempo no mesmo lugar, algo bastante comum entre profissionais de 25 a 35 anos.

Durante muito tempo, esse perfil carregou um rótulo negativo, como se fosse sinônimo de instabilidade ou falta de foco. Hoje, a psicologia do trabalho e os estudos sobre motivação indicam que, em muitos casos, essa movimentação tem relação com necessidade de realização, busca por autonomia, adaptabilidade e, principalmente, procura por ambientes que façam sentido.

Em um mercado em transformação, entender essas razões ajuda dos dois lados. Para quem trabalha, pode ser um jeito de enxergar a própria trajetória com mais clareza. Já para as empresas, vira um alerta sobre o que realmente mantém um funcionário fixo em seu quadro de empregados. 

O que está por trás dessa vontade de mudar

Uma parte dessa história tem a ver com contexto econômico e com as primeiras experiências no mercado. Para recém formados, nem sempre é fácil achar um trabalho que pague bem, ofereça espaço de crescimento e ainda tenha um ambiente saudável. Isso pode levar a uma sequência de tentativas até encontrar um lugar que combine salário e expectativas.

Mas, além disso, reportagens apontam que muitos jovens já não se veem em um modelo de carreira de cinco, dez, quinze anos na mesma empresa. Agora, a nova geração tem um olhar mais independente e menos preso às regras antigas. Muita gente se descreve como autodidata, pensa em empreender em algum momento, quer aprender rápido e busca um ambiente com autonomia, evolução e reconhecimento.

Na psicologia, esse movimento pode ser lido como necessidade de estímulo constante, medo de estagnar, tentativa de evitar esgotamento emocional e vontade de trabalhar em lugares que tragam satisfação real, não só status.

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A saúde mental entrou na conversa

Outro pilar dessa mudança é a saúde mental. Pesquisas citadas no texto original apontam que, desde 2022, trabalhadores mais jovens passaram a priorizar trabalho remoto, equilíbrio com a vida pessoal e até formatos como semana de quatro dias, visando seu próprio bem-estar.

Nesse ponto, Madalina Secareanu, gerente sênior de Comunicação Corporativa do Indeed na América Latina, faz uma reflexão: "É possível notar que, ao otimizar a qualidade de vida do trabalhador, a empresa consegue aumentar a eficiência do trabalho e os resultados dos funcionários por meio da satisfação pessoal e da redução do estresse".

A mesma linha aparece quando se observa que metade dos trabalhadores mais jovens estaria disposta a sair de um emprego se ele passasse a afetar a saúde mental ou física. Ou seja, a troca vai muito além da ambição e também reflete na necessidade de autoproteção. 

"Os níveis de estresse e esgotamento são altos, indicando um problema de retenção para os empregadores. Embora muitas organizações tenham se concentrado mais na saúde mental no local de trabalho desde o início da pandemia, há opiniões divergentes sobre o impacto", observa Madalina.

Então mudar muito de emprego significa o quê?

Pela psicologia, nem todo mundo que muda de emprego com frequência está 'fugindo' da responsabilidade. Em muitos casos, a pessoa está tentando se encontrar, crescer, ganhar autonomia, preservar a saúde mental e alinhar trabalho com valores

Ao mesmo tempo, quando a troca se torna uma atitude constante e sem motivos maiores, pode ser sinal de ansiedade, dificuldade de sustentar frustrações, expectativas desalinhadas ou ambientes repetidamente tóxicos.

No fim, o que era visto como instabilidade virou um comportamento que precisa ser entendido. Para o mercado, este é uma prova de que propósito, bem-estar e condições reais de crescimento viraram parte do básico para um trabalhador.

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Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
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