Chocante, mas real: há 10 anos, antes de morrer, Papa Francisco lançou álbum com rock progressivo e uma das músicas foi comparada ao Pink Floyd
Publicado em 12 de maio de 2025 às 21:08
Pouca gente sabe mas antecessor do Papa Leão XIV lançou disco com discurso em português, guitarras à la Pink Floyd e uma mensagem explosiva para a nova geração; Confira!
Chocante, mas real: há 10 anos, antes de morrer, Papa Francisco lançou álbum com rock progressivo e uma das músicas foi comparada ao Pink Floyd O Papa Francisco e o acerbispo de Manila, Luis Antonio Tagle, cumprimentam público com gesto popular Papa Francisco surpreendeu o mundo em 2015 ao lançar um álbum com rock progressivo, misturando fé e sonoridades ousadas Em 2015, Papa Francisco, lançou um álbum musical com influências de rock progressivo. Intitulado 'Wake Up!' Francisco, já capa da Rolling Stone, usou a música para se conectar com uma geração que consome fé e cultura pop

A morte do Papa Francisco, ocorrida em 21 de abril de 2025, marcou o fim de um dos papados mais inovadores da história recente da Igreja Católica. Em seu lugar, o cardeal Robert Prevost foi eleito como Papa Leão XIV, trazendo uma nova perspectiva para o Vaticano.

Em 2015, o mundo testemunhou algo impensável: o ex líder da Igreja Católica, Francisco, lançou um álbum musical com influências de rock progressivo. Intitulado "Wake Up!", o disco surpreendeu tanto fiéis quanto críticos por sua sonoridade ousada e por incluir uma faixa que foi comparada ao som da lendária banda britânica Pink Floyd.

'O Papa é…' Rock! Ecos de Pink Floyd e Bon Jovi

Lançado em 27 de novembro de 2015, "Wake Up!" apresentou 11 faixas que combinam pop, música clássica e elementos marcantes do rock progressivo. Produzido por Don Giulio Neroni — o mesmo responsável por projetos musicais anteriores com João Paulo II e Bento XVI — o disco tem uma proposta clara: traduzir a mensagem pastoral do Papa Francisco para uma linguagem contemporânea e acessível. Parte dos lucros obtidos com as vendas foi destinada a um fundo de apoio a refugiados, segundo informou o Vaticano.

A música de abertura do álbum, "Wake up! Go! Go! Forward!", chamou atenção da crítica por sua construção sonora incomum para um pontífice. Segundo o jornal espanhol El País, a faixa remete a sonoridades clássicas do rock progressivo e foi comparada diretamente a "Atom Heart Mother", do Pink Floyd — com direito a trompetes e crescendo instrumental dignos dos anos 1970. Há ainda quem tenha notado semelhanças com o estilo de Bon Jovi, o que conferiu à obra um caráter híbrido e surpreendente.

Mensagens em quatro idiomas e um toque brasileiro

Além do inusitado instrumental, "Wake Up!" apresenta discursos do Papa em quatro línguas: italiano, espanhol, inglês e português. Um dos destaques é a faixa "Fazei o que Ele vos disser", onde Francisco fala diretamente ao público lusófono. As gravações foram extraídas de homilias e discursos realizados em viagens papais, incluindo passagens emocionantes proferidas na Coreia do Sul.

Boa parte das composições do álbum é assinada por Tony Pagliuca, ex-integrante da banda italiana Le Orme — um dos nomes mais relevantes do rock progressivo europeu nas décadas de 1970 e 1980. A escolha de Pagliuca não foi aleatória: sua experiência com o gênero garantiu à produção uma estrutura musical complexa e autêntica, mesmo tratando-se de um projeto com forte mensagem religiosa.

Uma capa na Rolling Stone e uma mensagem moderna

"Wake Up!" não foi apenas um exercício estético ou musical. A intenção clara era a de aproximar a Igreja de uma geração mais jovem e conectada à cultura pop. Francisco, que já havia estampado a capa da revista Rolling Stone norte-americana no início de seu papado, reforçou com esse álbum sua imagem de líder progressista e aberto ao diálogo com o mundo contemporâneo.

Recepção crítica dividida

Embora a iniciativa tenha sido aclamada como inovadora, a crítica especializada teve opiniões mistas. Miguel Ángel Bargueño, crítico musical do El País, classificou o álbum com 2,5 estrelas de 5, considerando-o um “pastiche confuso”, com blocos sonoros desconexos e momentos de desequilíbrio entre a música e as mensagens faladas do Papa. Ainda assim, reconheceu a coragem artística e a qualidade técnica da produção, que contou com mixagens comparáveis às de artistas como Eros Ramazzotti.

O lançamento próximo ao Natal não foi coincidência. A ideia de oferecer uma alternativa espiritual e sonora às tradicionais músicas festivas rendeu comparações ousadas — e até brincadeiras sobre uma possível “concorrência divina” para artistas como Adele. Em plataformas digitais como iTunes e Spotify, o álbum foi classificado como “Gospel” e “Música Cristã”, e seu single chegou a figurar entre os mais ouvidos da categoria.

© Youtube
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
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Parecidos, mas nem tanto! Papa Leão XIV segue ordem religiosa diferente de Francisco; especialista explica como isso impacta novo papado
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