Quem foi Jards Macalé e por que seu nome atravessa décadas da música brasileira? A resposta está na força de sua obra, na intensidade de sua personalidade e no impacto de suas parcerias com nomes como Gal Costa e Maria Bethânia.
Nesta segunda-feira (17), o Brasil se despediu do músico, compositor e multiartista Jards Macalé, que morreu aos 82 anos no Rio de Janeiro, vítima de uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pelo perfil oficial do artista nas redes sociais, que publicou um texto emocionado relembrando seus últimos momentos.
Internado em um hospital na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, onde tratava problemas pulmonares e um quadro de enfisema, Jards Macalé chegou a passar por uma cirurgia. Segundo a nota divulgada nas redes sociais, ele acordou cantando "Meu Nome é Gal", um gesto que emocionou a equipe e reforçou o laço profundo com Gal Costa, amiga e parceira de tantos anos.
“Cante, cante, cante. É assim que sempre lembraremos do nosso mestre, professor e farol de liberdade”, dizia o comunicado divulgado pela equipe do artista. A família agradeceu o carinho dos fãs e informou que os detalhes sobre o funeral serão divulgados em breve.
Carioca de nascimento, Jards Macalé nunca se encaixou em molduras. Inquieto, ousado e movido pela arte como forma de vida, ele construiu uma trajetória marcada pela experimentação e por uma visão sofisticada sobre música. O público certamente reconhece sua voz e seu estilo em sucessos eternizados por intérpretes que marcaram época.
Entre suas criações mais celebradas estão "Vapor Barato", "Mal Secreto" e "Hotel das Estrelas". Ao longo da carreira, Macalé tornou-se um artista respeitado por sua postura autêntica, por suas parcerias icônicas e por sua defesa da liberdade criativa.
As músicas de Macalé ganharam o mundo nas vozes de artistas como Gal Costa e Maria Bethânia, que ajudaram a eternizar seu talento. A família fez questão de relembrar uma frase frequente de Jards Macalé, que sintetiza como ele enxergava sua própria jornada: “Nessa soma de todas as coisas, o que sobra é a arte. Eu não quero mais ser moderno, quero ser eterno.”