A série “Tremembé”, do Prime Video, se tornou um fenômeno de audiência e popularidade. Quase ninguém lembra, mas outra personalidade muito popular quase ficou detida neste presídio: trata-se do presidente Lula.
Lula foi preso em 2018, após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do "triplex do Guarujá". Ele passou o primeiro ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, mas, em agosto de 2019, a juíza federal do Paraná Carolina Lebbos determinou a transferência para um estabelecimento prisional de São Paulo.
O pedido partiu da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná. Eles alegaram que, após a prisão de Lula, houve alteração na rotina da região e os órgãos de segurança precisavam atuar de forma permanente para evitar confrontos entre “grupos antagônicos”. A PF também argumentou que as instalações eram limitadas para presos de longa permanência. O ex-presidente estava condenado a mais de 9 anos de prisão.
Com isso, o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, da Justiça estadual de São Paulo, determinou que Lula cumprisse o restante da pena em Tremembé.
A defesa de Lula lamentou a decisão e disse que o ex-presidente era “vítima de intenso constrangimento ilegal imposto por parte do Sistema de Justiça". Eles ainda pediram que o político ficasse em uma sala especial.
A transferência de Lula para Tremembé foi suspensa após uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF). O placar foi de 10 votos contra 1. O petista cumpriu pena em Curitiba até ganhar liberdade, cerca de 3 meses depois.
Lula foi preso após condenação em segunda instância. Em 2019, o STF decidiu que ninguém poderia cumprir pena antes do trânsito em julgado, o que acarretou na liberdade do ex-metalúrgico. Anos depois, as condenações foram anuladas, porque o órgão concluiu, dentre outros motivos, que Sergio Moro agiu de forma parcial para condená-lo.