A psicologia afirma que as crianças que cresceram na década de 1960 aprenderam uma versão de resiliência emocional que a paternidade moderna acidentalmente eliminou de toda uma geração
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 15:44
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Assim como a atriz Gloria Pires, quem nasceu na década de 60 e 70 sabia lidar com as próprias emoções, mas hoje o cenário é outro, segundo a psicologia
Famosa atriz da Globo, Gloria Pires nasceu em 1963, atriz tem 62 anos De acordo com a psicologia, pessoas que nasceram na década de 60, como a atriz Gloria Pires, desenvolveram um tipo de resiliência emocional que acabou reduzindo nas gerações seguintes Nas décadas de 60 e 70, perder um jogo no bairro significava lidar com a frustração e o tédio era resolvido com imaginação, não com telas Nascida em 1966, Claudia Raia é da geração que não tinha celular e se divertia nas ruas Segundo a psicologia, pessoas que cresceram dessa maneira desenvolveram um tipo de inteligência e força emocional

A psicologia tem observado um fenômeno curioso: muitas crianças que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 desenvolveram um tipo de resiliência emocional que, sem intenção, parte da criação moderna acabou reduzindo nas gerações que vieram logo depois. 

Pense em alguém como Gloria Pires, nascida em 1963, que construiu uma carreira marcada por consistência, disciplina e força emocional. Embora talento envolva múltiplos fatores, o contexto da geração ajuda a entender como experiências de autonomia e enfrentamento precoce moldaram adultos mais autoconfiantes.

Uma pesquisa publicada no PMC, realizada com médicos e enfermeiros de pronto-socorro, identificou que crianças expostas a brincadeiras arriscadas e desafiadoras desenvolvem maior tolerância ao sofrimento e melhor regulação emocional. 

Ao subir em árvores, cair da bicicleta ou negociar regras em jogos de rua, elas aprendem a lidar com frustrações, controlar o medo e resolver conflitos. São competências que não se ensinam em palestras: são construídas na prática.

Nas décadas de 60 e 70, esse tipo de vivência era comum, já que perder um jogo no bairro significava lidar com a frustração sem que um adulto interviesse. O tédio era resolvido com imaginação, não com telas. 

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Já a partir dos anos 80, houve uma redução progressiva do tempo livre infantil. Hoje, muitas crianças têm agendas preenchidas do amanhecer ao anoitecer, desde atividades estruturadas, reforço escolar e, claro, o tempo que passam nos dispositivos eletrônicos. Sobra pouco espaço para o ócio criativo, aquele terreno fértil onde nasce a autonomia.

O psicólogo Peter Gray, pesquisador do Boston College, argumenta que a diminuição do brincar livre desde os anos 60 impactou a capacidade das crianças de lidar com os problemas.

Antes, desentendimentos na rua eram resolvidos entre elas mesmas. Agora, a intervenção adulta é quase imediata. Ainda que motivada por proteção, essa postura pode transmitir a mensagem implícita: "Você não consegue lidar com isso sozinho". 

Um estudo da Associação Americana de Psicologia reforça esse ponto ao indicar que a parentalidade excessivamente controladora prejudica a regulação emocional e comportamental. Crianças com pais superprotetores apresentaram mais dificuldades acadêmicas e sociais do que aquelas com maior margem de autonomia.

A mensagem não é abandonar os filhos à própria sorte, mas resistir ao impulso de remover todos os obstáculos do caminho. 

Recuperar parte desse espírito não exige voltar no tempo: pode significar permitir que a criança vá a pé até a casa de um amigo, preservar tempo livre após a escola ou observar uma discussão entre irmãos antes de intervir.

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Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
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Gloria Pires
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