Provérbio africano: 'A criança que não é acolhida pela aldeia irá incendiá-la para sentir seu calor'; a psicologia diz que isso explica esses 7 padrões comportamentais em adultos emocionalmente excluídos na infância
Publicado em 2 de março de 2026 às 16:46
Entenda quais padrões de comportamento podem ser vistos como isolamento social ou rejeição
Bagdá (Xamã) da novela 'Três Graças' é o tipo de pessoa que pode sofreu com isolamento social na infância, mostra a psicologia A psicologia explica que crianças que crescem emocionalmente excluídas desenvolvem estratégias de sobrevivência. Segundo a psicologia, se proximidade significou rejeição na infância, o sistema nervoso associa intimidade a ameaça Segundo a psicologia, pequenos gatilhos despertam fúrias desproporcionais A psicologia contemporânea mostra que o isolamento e a rejeição na infância não desaparecem com o tempo, eles moldam a forma como o adulto sente, reage e se relaciona com o mundo.

Um provérbio africano diz que 'a criança excluída da aldeia não coloca fogo nela por maldade; ela incendeia em busca do calor que nunca recebeu'. A frase é simbólica, mas atual. 

A psicologia contemporânea mostra que o isolamento e a rejeição na infância não desaparecem com o tempo, eles moldam a forma como o adulto sente, reage e se relaciona com o mundo.

Um exemplo que ilustra essa dinâmica é Bagdá, personagem de Xamã na novela ‘Três Graças’. O traficante foi uma criança rejeitada pela mãe logo no início da vida. Sem acolhimento, encontrou pertencimento no mundo do crime. 

A única figura paterna que reconheceu foi o ex-traficante Jorginho (Juliano Cazarré). Quando viu o corpo do homem que considerava pai, Bagdá desmoronou. 

A psicologia explica que crianças que crescem emocionalmente excluídas desenvolvem estratégias de sobrevivência. Elas funcionam como proteção no passado, mas podem se tornar prisões na vida adulta. 

Sete atitudes comuns que serviam como sobrevivência no passado, hoje são limitadas, mas estudos mostram como usar a seu favor. Confira!

7 padrões de comportamento em adultos excluídos na infância
Necessidade crônica de agradar

Quem cresceu se sentindo 'de fora' aprende a conquistar espaço pelo desempenho constante. Diz sim para tudo, antecipa necessidades alheias e se esgota. A cura começa quando a pessoa entende que seu valor não depende do quanto ela faz pelos outros.

Sabotar relacionamentos íntimos

Se proximidade significou rejeição na infância, o sistema nervoso associa intimidade a ameaça. O trabalho terapêutico ajuda a reensinar o corpo que vínculo pode ser seguro.

Raiva explosiva

Pequenos gatilhos despertam fúrias desproporcionais. Muitas vezes, por trás da raiva existem mágoa, medo ou tristeza reprimidas. Reconhecer essas camadas é essencial.

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Criar caos na paz

Quando o caos era a norma, a tranquilidade parece estranha. A pessoa provoca conflitos ou decisões impulsivas para recriar a familiaridade da instabilidade. Aprender a tolerar a paz é parte do processo.

Dificuldade em aceitar elogios

Elogios são vistos com desconfiança, como se escondessem uma futura decepção. O exercício simples de dizer 'obrigado' já é um passo importante.

Provar que merece existir

Conquistas viram tentativas de preencher um vazio antigo. Mas nenhum diploma ou promoção cura rejeições passadas. A reconstrução vem de dentro.

Entorpecimento ou intensidade extrema

Ou não se sente nada, ou se sente tudo. Crianças que aprenderam que emoções eram perigosas alternam entre bloqueio e explosão. A cura envolve aprender a sentir em doses reguláveis.

Assim como Bagdá, muitos adultos carregam incêndios internos que começaram na infância. A boa notícia é que compreender a origem dessas chamas é o primeiro passo para apagá-las, não com mais fogo, mas com o calor seguro do autoconhecimento e do cuidado emocional.

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Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
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