Os estudos da psicologia continuam se voltando para alguns hábitos do dia a dia e como tais comportamentos podem ser a reflexão de detalhes de uma personalidade e do comportamento. Levando em conta os hábitos, os gostos e a forma como se comportar, os especialistas tentam encontrar padrões que possam compreender melhor a maneira como as pessoas lidam com o redor de si.
E é aí que um detalhe acabou vindo à tona: aquelas pessoas que usam boné com frequência. É algo ligado à moda, mas também por se sentirem confortáveis ou protegidas do clima, só para uns profissionais essa atitude pode ter uma ligação a determinados traços ligados às emoções e aos chamados "mecanismos comportamentais" que não raramente operam de forma inconsciente.
Abaixo vamos detalhar como a psicologia analisa tal atitude e o que ela tem a dizer sobre quem não larga o boné um dia qualquer.
Os mais variados acessórios para a cabeça têm um reconhecimento mundial. No caso do boné, os especialistas explicam porque alguém não o dispensa todos os dias. Para a psicóloga Karen J. Pine, autora do livro "Preste Atenção ao Que Você Veste: A Psicologia da Moda" (tradução livre), o boné é dito como um item obrigatório quando se quer responder de forma concreta à vontade de passar uma individualidade e assegurar uma identidade própria que tenha como base entre as suas bases o controle e o empoderamento.
Mas se voltarmos aos estudos a respeito do uso contínuo de chapéus, a profissional conta também que em situações como essa, o hábito de usar o acessório para a cabeça pode ser a representação de uma forma bem detalhada de dizer sem palavras sua personalidade, seus interesses, suas afiliações e questões ligadas à segurança.
De uma forma geral, o número de tatuados aumenta por todo o planeta. Iremos nos virar para aquele grupo de pessoas que decidem se tatuar por específicos motivos. De acordo com matéria do jornal "ABC" são várias as razões, mas em sua maioria são para "enfatizar a própria identidade e, em outros, casos, imortalizar momentos".
Para Lara Pacheco, "a tendência é que seja mais comum as as mulheres optarem pelas tatuagens" querendo com isso "aprimorar esteticamente os seus corpos". Já os homens, com intenção de integrarem um certo grupo social.
Fingir que está tudo certo é na maioria dos casos uma forma de sobreviver a locais onde não se pode sofrer. Vários foram crecendo escutando que "outras pessoas estão em situação pior", "isso não é tão ruim" ou "é preciso ser forte", levando a minimizar o que sentem para que não passem a imagem de fraqueza ou de serem problemáticas.
Em ambientes onde a exigência é maior - como na família ou no trabalho - acontece o risco de temer que chances sejam perdidas, de receber críticas ou que o motivo da dor passe a se tornar tema de um debate público. Mas pode ser que a pessoa enfrente uma dificuldade dela mesma em apontar e dar nome aos seus sentimentos, o que tem a ver com distanciamento emocional ou alexitimia.