Bono Vox é sinônimo de música engajada, discursos poderosos e, claro, óculos escuros inseparáveis. Seja em premiações, entrevistas ou no palco, o vocalista do U2 raramente é visto sem suas lentes escuras, um acessório que se tornou quase uma extensão de sua imagem pública.
Mas o que poucos fãs sabem é que por trás desse visual icônico existe uma condição médica séria que Bono vem enfrentando em silêncio há mais de duas décadas.
Foi só em 2014, durante uma participação descontraída no programa britânico "The Graham Norton Show", que o cantor decidiu abrir o jogo. Ao ser questionado sobre o motivo de nunca tirar os óculos, Bono, então com 54 anos, revelou: “Tenho glaucoma há 20 anos”.
A declaração surpreendeu o público e revelou um lado vulnerável do artista, que costuma manter uma postura firme e inspiradora.
“Faço um bom tratamento e vai ficar tudo bem comigo. Agora vocês não vão tirar isso da cabeça e vão ficar pensando, ‘Oh, pobre Bono, velho e cego...’”, brincou, tentando suavizar o impacto da notícia.
O glaucoma é uma doença silenciosa que compromete as fibras do nervo óptico e da retina, podendo levar à perda gradual da visão. Em casos como o de Bono, a sensibilidade à luz é extrema. “Se alguém tira uma foto minha, eu vejo o flash pelo resto do dia”, contou ele à Rolling Stone, ainda em 2005, antes de admitir a verdadeira razão por trás do acessório. Desde então, os óculos escuros passaram de estilo a necessidade. Mesmo dentro de ambientes fechados, ele mantém a proteção ocular como forma de conviver com a condição sem comprometer sua rotina.
Em meio à revelação pessoal, o nome de Bono voltou com força aos holofotes brasileiros. Após o estrondoso sucesso do show gratuito de Lady Gaga na Praia de Copacabana, que arrastou mais de 2 milhões de pessoas, os rumores sobre quem será o próximo astro a assumir o posto de estrela do evento “Todo Mundo no Rio”, idealizado pelo prefeito Eduardo Paes, não param.
Durante uma live, o prefeito chegou a afirmar: “Eu quero U2”. O anúncio incendiou os fãs e os rumores tomaram as redes. No entanto, poucas horas depois, Paes precisou recuar, esclarecendo que se tratava apenas de um desejo pessoal. "A única coisa que disse é que eu gostaria que tivesse U2 em Copacabana no próximo ano", escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter).
Apesar da retratação, o nome do U2 segue em alta como possibilidade para 2026, o que seria um retorno histórico à cidade, já que a última apresentação da banda no Rio de Janeiro aconteceu em 1998, no antigo Autódromo de Jacarepaguá, como parte da icônica turnê PopMart.
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