O "MasterChef Brasil 2026" teve uma noite daquelas no 13º episódio, exibido pela Band nesta terça-feira (18). Entre uma torta Martha Rocha que exigiu sintonia entre as duplas, provocações durante as compras e troca de farpas na bancada, os cozinheiros precisaram controlar os nervos antes de encarar um dos desafios mais técnicos da temporada, viu!?
Na segunda prova, Erick Jacquin colocou os participantes diante da reprodução de um prato criado pelo próprio chef: uma lagosta com tutano e espumante, finalizada no forno e servida com alcachofra à la barigoule. A dificuldade ficou ainda maior para alguns competidores, que precisaram cozinhar sem uma ferramenta considerada essencial para a apresentação do prato.
O resultado provocou avaliações duras e terminou com uma despedida no Top 10. Antes de revelar quem deixou a competição, porém, vale entender tudo o que aconteceu na cozinha mais famosa do Brasil. Vamos aos detalhes!
A primeira prova do episódio foi dedicada à confeitaria e teve como protagonista a clássica torta Martha Rocha. Para deixar a missão ainda mais complicada, os participantes foram divididos em duplas e precisaram trabalhar em uma dinâmica diferente da habitual.
Rodrigo, que havia vencido a prova anterior, ganhou o direito de escolher seu parceiro e optou por Tais. As outras duplas foram formadas por Carla e Nuri, Jéssica e Patric, Aline e Jesuíno e Gabriela e Madu. O desafio ainda contou com a presença do confeiteiro Diego Lozano, jurado do "MasterChef Confeitaria", que participou da avaliação dos preparos.
Mas o maior problema apareceu logo no mercado... Somente um (!) integrante de cada dupla poderia sair da bancada para fazer as compras durante os três minutos disponíveis. O parceiro precisava permanecer no lugar, dependendo das orientações e da memória de quem estava encarregado de buscar os ingredientes.
Enquanto alguns participantes tentavam ajudar os parceiros com gritos e instruções, Patric resolveu adotar uma estratégia diferente: provocar os adversários para tentar desconcentrá-los.
Quando Jesuíno avisou Aline para não esquecer o amido, Patric rebateu: "Aline, esquece o amido". É mole!? Depois, o alvo foi Madu. Conhecida entre os colegas pelo uso do gochujang em seus preparos, ela virou assunto durante as compras quando Patric provocou: "Não esquece a gochujang da Madu...".
Gabriela, que estava responsável pelas compras da dupla com Madu, não gostou nada da brincadeira e respondeu: "Vai se lascar". Patric ainda comentou a situação em depoimento: "Eu não quero atrapalhar ninguém nessa prova, gente, mas espero que a Madu não esqueça a gochujang nessa prova".
A estratégia divertiu o participante, mas também chamou a atenção dos próprios colegas. Carla, amiga de Patric, reagiu à atitude: "V*ado, tu é o cão, veio. Uma cobra safada".
Se Patric preferiu brincar com os adversários, Carla e Nuri enfrentaram um problema diferente: a própria dinâmica de trabalho da dupla. Nuri foi responsável pelas compras e acabou esquecendo ingredientes importantes para a receita. Já na bancada, a situação ficou mais tensa conforme os dois tentavam organizar a execução da torta.
Em determinado momento, Nuri sugeriu uma pausa para revisar o que estava pronto e o que ainda precisava ser feito. Carla, porém, demonstrou impaciência com o ritmo do colega. "Menino, saboriza logo metade disso! Já coloca saborizado, pelo amor de Jesus Cristo... Adianta isso", disparou.
Nuri tentou argumentar que a ordem dos processos não faria diferença no resultado. Carla, no entanto, insistiu: "Que tanto faz? Deixa pronto... Saboriza logo". A cobrança continuou durante o desafio e acabou rendendo um desabafo de Nuri: "Ai, que mulher chata da p****!" Em depoimento, o participante voltou a reclamar da convivência com a parceira: "A Carla não cala a boca, né? Então, p*** que me pariu..."
Depois de toda a tensão na cozinha, Gabriela e Madu conseguiram se destacar na avaliação e garantiram a vitória na primeira prova. Do outro lado, Aline e Jesuíno e Tais e Rodrigo tiveram os desempenhos considerados mais fracos. A situação deixou os quatro competidores em posição delicada para a etapa seguinte.
A vitória de Gabriela e Madu, porém, veio acompanhada de uma vantagem estratégica. As duas tiveram o poder de salvar um participante que estivesse em uma situação intermediária da eliminação. A escolhida foi Jéssica, que acabou escapando da berlinda.
Depois da confeitaria, os participantes trocaram a torta pela cozinha salgada. O desafio da eliminação consistia em reproduzir uma criação de Erick Jacquin: lagosta com tutano e espumante, finalizada no forno e servida com alcachofra à la barigoule. Antes de os cozinheiros colocarem a mão na massa, Jacquin apresentou o preparo em uma aula ao lado de Diego Lozano e Ronaldo Villar.
A receita exigia atenção aos detalhes e domínio técnico. Para Aline, Jesuíno, Tais e Rodrigo, havia ainda outro obstáculo: os quatro receberam a desvantagem conquistada na prova anterior e ficaram sem a ferramenta ideal para apresentar a lagosta.
Na avaliação dos pratos, Carla conseguiu superar as dificuldades técnicas e garantiu o melhor desempenho da etapa. Patric também recebeu destaque positivo dos jurados.
Na outra ponta da disputa, entretanto, um dos preparos chamou atenção negativamente. Erick Jacquin não poupou críticas ao prato que recebeu. A avaliação apontou problemas de gordura, equilíbrio e limpeza do ingrediente principal. Vish!
"Estava muito gorduroso o seu prato. Cheio de gordura, não tinha acidez, tinha um pouquinho de tripa na lagosta, que eu tirei", afirmou o chef. O julgamento foi ainda mais duro quando Jacquin definiu o resultado como "ruim" e "incomível".
Depois de uma noite marcada por uma prova de confeitaria cheia de tensão, uma desvantagem importante e uma reprodução extremamente técnica, Tais foi a participante eliminada do 13º episódio do MasterChef Brasil 2026.
Em entrevista exclusiva à Band, a cozinheira não escondeu a frustração com a saída. "Estou triste. Queria ter ido mais longe", lamentou. Tais também reconheceu que a pressão teve peso no resultado. Para ela, o MasterChef não testa apenas a capacidade de cozinhar, mas também o controle emocional diante de situações inesperadas.
"Querendo ou não, aqui é um teste de cozinha, mas também um teste de cabeça. Então cada microcoisa, cada microvariável, vai te desestabilizando e te deixando mais instável", analisou.