A Mocidade Independente de Padre Miguel chega com tu-do na abertura do segundo dia do Grupo Especial do Carnaval 2026, na Marquês de Sapucaí, transformando a Avenida em palco de memória, militância e celebração! Nesta segunda (16), a verde e branco da Zona Oeste homenageia um dos maiores nomes da música brasileira, a eterna Rita Lee, com o enredo “Padroeira da Liberdade”. Diva!
O desfile mergulha na essência política e comportamental de Rita. A narrativa também aborda sua defesa intransigente da causa animal, sua rebeldia feminina em tempos de repressão, o enfrentamento à censura da ditadura e a coragem de viver e amar fora dos padrões!
Quem comentou sobre a homenagem e revelou uma curiosidade de bastidor foi Roberto de Carvalho, parceiro de vida e de música da rockeira desde 1976. Em conversa com a revista Quem, ele destacou a dimensão simbólica do momento. “A Rita, certamente, está amando essa homenagem. Principalmente por toda a parte da causa animal”, afirmou.
E não é força de expressão! Nos últimos anos de vida, Rita transformou o ativismo em missão diária. Vegana convicta, crítica feroz a rodeios e circos (eternizada na música “Odeio Rodeio”) e responsável por ações concretas de resgate e doação a santuários, como no caso da ursa Rowena, ela definia a defesa dos animais como “luta contra a nova escravidão”.
No sítio onde viveu reclusa, cercada por cães, gatos e pássaros, dizia aprender mais sobre amor com os bichos do que com os humanos. E é justamente essa faceta que ganha protagonismo na Sapucaí!
Até o cãozinho Orelha, brutalmente assassinado por adolescentes, que gerou comoção nacional, será lembrado em alegoria, ampliando o debate sobre violência contra animais. A decisão não foi casual. Segundo Roberto, houve uma condição clara para que o nome de Rita fosse levado à Avenida: nada no desfile poderia utilizar materiais de origem animal.
“Uma condição foi a de que eles não utilizassem nada de origem animal. E a Mocidade não só topou, como achou o máximo”, revelou. Em um espetáculo grandioso como o Carnaval, que movimenta milhões e envolve centenas de profissionais, optar por materiais livres de exploração animal não é apenas simbólico, é um baita posicionamento!
Rita Lee sempre foi isso... coerência radical entre discurso e prática. Presa grávida em 1976 pela ditadura militar, censurada inúmeras vezes, chamada de “subversiva” e até de “alienada” por setores da esquerda partidária, ela não militava por siglas, mas por comportamento.
Liderou uma banda de rock nos anos 60, enfrentou o machismo estrutural da indústria musical, defendeu a liberdade sexual, a causa LGBT, o meio ambiente e participou do movimento da Democracia Corinthiana nos anos 80. Sua revolução foi cotidiana e cultural!