Suzane von Richthofen virou assunto nesta semana por ter comparecido a uma delegacia com o objetivo de liberar o corpo do tio materno Miguel Abdala Netto, encontrado morto no último dia 9. Segundo o colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, a presidiária compareceu na 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo.
Trata-se de um lugar bastante familiar para Suzane. Foi na mesma delegacia que, em 2002, foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, planejado por ela.
De acordo com Ullisses, Suzane esteve na delegacia acompanhada do tio pelo menos duas vezes para depor sobre o crime. Policiais da unidade relataram surpresa pela presença da estudante no local.
Suzane não conseguiu autorização para liberar o corpo do tio, movimentação que abriria caminho para ela se tornar inventariante dos bens deixados pelo médico. Miguel não era casado e não teve filhos. Logo, os parentes consanguíneos mais próximos são a presidiária e seu irmão, Andreas von Richthofen.
Miguel deixou uma casa, um apartamento em Campo Belo, bairro de classe média alta de São Paulo, e um sítio no litoral paulista. De acordo com o colunista, o patrimônio total é estimado em R$ 5 milhões.
Um dia antes de o corpo ser encontrado, a diarista foi até a casa para fazer faxina. No entanto, foi embora após não ser atendida. Miguel também não respondeu às mensagens enviadas. O responsável por encontrar o corpo foi o vizinho João Batista da Silva. Ele deu falta do amigo e usou uma escada para subir o muro. Ao olhar para dentro da casa, viu o médico no chão do quarto, com as costas apoiadas na cama.
O caso foi registrado como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo, mesmo sem indícios de violência ou de arrombamento na casa. Segundo Ullisses, isso se deu pelas circunstâncias em que o corpo foi localizado e porque a causa do óbito ainda não foi confirmada. Ainda faltam resultados de exames do Instituto Médico Legal (IML), que vão ajudar a determinar a causa exata.
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