Suzane von Richthofen recebeu uma "bolada" em dinheiro da Netflix para autorizar a produção do documentário "Suzane Vai Falar" (nome provisório). Condenada por participação no brutal assassinato dos pais em outubro de 2002, a hoje empresária e responsável por cuidar do espólio milionário de um tio - encontrado morto no começo de 2026 - foi condenada a pouco mais de 39 anos de prisão em 2006, mas desde 2023 está no regime aberto.
A filha do casal Marísia e Manfred embolsou aproximadamente R$ 500 mil da plataforma. Em depoimento de duas horas, Suzane acusa o pai de agressões contra ela, com um tapa, e contra a mãe dela, por tentativa de enforcamento. Suzane afirma ainda ser uma "nova mulher" passadas mais de duas décadas do crime.
O valor foi divulgado pelo colunista Gabriel Vaquer, da "Folha de S.Paulo" nesta quarta-feira (8). Segundo ele, a ex-presidiária recebeu diretamente o montante para garantir a gravação do seu depoimento. Por sua vez, a Netflix afirmou que não divulga detalhes envolvendo suas produções, em resposta ao Purepeople.
Chama atenção um detalhe: esses R$ 500 mil equivalem a 10% do patrimônio de Miguel Abdalla Neto (R$ 5 milhões), aquele tio de Suzane que morreu em casa no começo do ano. Como o idoso não deixou testamento, não se casou e nem filhos, e Andreas abriu mão de sua parte, a filha dos Richthofen pode ficar com 100% da herança.
Tocado desde novembro passado, o doc já entrou em pós-produção e tem previsão de lançamento para este ano. Além de Suzane, o seu marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, também concedeu depoimentos e igualmente recebeu um valor da Netflix por uso de imagens. Outras pessoas da família também vão aparece na produção e igualmente receberam um valor.
Ao mesmo tempo, Suzane e Netflix estabeleceram uma espécie de contrato. De forma vitalícia, houve acordo de confidencialidade entre as partes, que não poderão falar em público da quantia recebida da plataforma. Por um tempo, a filha dos Richthofen não poderá dar entrevistas a outros veículos de comunicação, o que inclui os concorrentes da produtora.
A coluna diz ainda que profissionais do audiovisual do Brasil relataram "choque" com a produção. Eles indicaram que pode haver um entendimento que o streaming também apela quanto a TV aberta. O que pode resultar em um "desaquecimento do mercado".
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