Vanessa Hudgens completa 37 anos neste 14 de dezembro. E, entre tantos capítulos de sua trajetória - dos musicais da Disney ao cinema independente - um episódio específico permanece como um divisor de águas em sua vida pessoal: o momento em que ela percebeu que não apenas acreditava no sobrenatural, mas que fazia parte dele.
A história, contada por ela mesma em entrevistas e no documentário "Dead Hot", começou quase por acaso. Ou melhor: no set de um dos filmes da trilogia "A Princesa e a Plebeia", da Netflix. “Eu estava filmando ‘A Princesa e a Plebeia’ 2 ou 3 e tive o meu primeiro despertar consciente sobre bruxaria”, revelou a atriz em entrevista ao veículo inStyle em 2023. Foi ali, entre câmeras, maquiagens e trocas de figurino, que algo se rearranjou.
Vanessa nunca escondeu que o tema já a rondava. “Sempre me senti realmente conectada de uma forma que nunca poderia explicar”, confessou ao lembrar das primeiras sensações que antecederam esse processo.
Mas o que era uma intuição difusa se tornou uma certeza concreta quando ela começou a ler sobre a história de mulheres acusadas de bruxaria. “Eu estava aprendendo sobre a história das mulheres que foram injustamente acusadas de bruxaria e aprendendo sobre o que bruxaria realmente é”, disse.
A atriz conta que tentava conversar sobre essas percepções com alguns amigos - poucos, porque “definitivamente não falava disso com todo mundo” -, mas nada se comparou ao encontro que teve com uma maquiadora da produção, descendente de uma longa linhagem de bruxas. Foi ela quem verbalizou aquilo que Vanessa vinha apenas pressentindo.
“A maquiadora com quem eu trabalhava vem de uma longa linhagem de bruxas e ela trouxe algo sobre ser uma bruxa e sobre eu ser uma bruxa. Então eu disse: ‘ok, o que isso significa?’”, continuou.
A partir daí, Hudgens abraçou o tema sem hesitar e com uma curiosidade que ela mesma descreve como “interminável”. “Minhas perguntas são intermináveis, mas é isso que eu amo. Não há certo ou errado, não há livro de regras. Ele evolui com você e você tem que confiar em sua intuição para guiá-lo”, explicou.
Foi também quando ela assumiu a prática de rituais que, para ela, são simples, mas significativos: levar consigo uma “caixa espiritual” quando viaja, visitar locais mal-assombrados por vontade própria e, claro, tentar estabelecer contato sempre que sente abertura.
“Eu me certifico de tentar me conectar aos espíritos sempre que posso. Adoro acabar em um lugar mal-assombrado e ver se posso sentir qualquer coisa ou trazer minha caixa espiritual comigo na estrada caso eu encontre um prédio abandonado. É apenas uma coisa constante que sempre farei”, contou no documentário.
Para Vanessa, falar sobre bruxaria é, inclusive, um ato de reparação histórica. “Eu sempre disse que a única maneira de curar o trauma ancestral é iluminar isso, e a bruxaria foi retratada como uma coisa demoníaca através do cinema por anos”, avaliou em entrevista ao Entertainment Tonight.