Aos 95 anos, Raymond Gutiérrez ainda encontra tempo para ir à academia cinco dias por semana. Raymond mantém esse hábito desde os 18 anos, tendo dedicado boa parte da sua vida ao trabalho como bombeiro em Pertuis, uma pequena cidade no sul da França.
Sua história chamou a atenção da France 3 Provence-Alpes, que quis descobrir como ele consegue se manter ativo em uma idade tão avançada.
Apesar de ter passado por uma cirurgia recentemente e de precisar evitar atividades extenuantes, Raymond continua a trabalhar diferentes grupos musculares com exercícios adaptados às suas capacidades. Uma de suas prioridades é manter a mobilidade do ombro, que ele considera essencial para realizar tarefas simples como vestir um casaco sem ajuda.
Aliás, ele também dedica parte dos seus treinos aos bíceps, explicando que trabalhar os músculos separadamente permite que ele continue treinando sem esforços excessivos.
A experiência de Raymond reflete uma das principais vantagens do treinamento de força durante o envelhecimento: manter a massa muscular é crucial para preservar a independência. Assim, levantar-se de uma cadeira, carregar sacolas de compras ou alcançar objetos em lugares altos são movimentos cotidianos que exigem um certo nível de força muscular.
Portanto, o treinamento de força vai além do simples ganho de massa muscular ou da melhora da aparência física, pois seus benefícios também podem se traduzir em uma melhor qualidade de vida.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que os idosos pratiquem atividades de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana, além de exercícios de equilíbrio e atividades cardiovasculares.
Isso não significa que todos precisem acompanhar o ritmo de Raymond, principalmente se tiverem lesões ou limitações físicas, mas é importante adaptar os exercícios a cada indivíduo e aumentar a intensidade gradualmente para manter uma rotina mais segura, tendo em mente que o objetivo é continuar se movimentando com o máximo de independência possível.