Nani Duran de Ascanio, professora de Pilates: 'Esta rotina de Pilates na cadeira e com uma toalha é perfeita para pessoas com mais de 60 anos'
Publicado em 2 de julho de 2026 às 11:03
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Essa rotina promove a atividade física e a estimulação de pessoas de 60, 70 e 80 anos de maneira segura e acessível
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Há um momento na vida em que o corpo começa a exigir outro tipo de movimento. Não necessariamente menos, mas sim diferente. A partir dos 60 anos, e muito mais a partir dos 70 ou dos 80, o objetivo já não é apenas manter a boa forma no sentido clássico do termo, mas preservar algo mais valioso: a autonomia.

Ser capaz de se levantar da cadeira sem se apoiar no braço do assento, andar com passos firmes, não perder o equilíbrio ao se virar... Essas coisas que, quando se tem, não se valorizam e, quando começam a falhar, fazem falta imediatamente.

Por que o Pilates faz diferença nessa fase da vida

O Pilates vem ganhando espaço há anos graças aos seus inúmeros benefícios justamente nessa faixa etária, pois atende bem a essas necessidades.

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Estudos coletados no PubMed indicam que a prática regular de Pilates em idosos melhora o equilíbrio, reduz o risco de quedas, fortalece a musculatura profunda e aumenta a mobilidade articular, tudo isso com um impacto muito baixo sobre as articulações. E o que é igualmente importante: é adaptável.

O Pilates pode ser praticado em pé, apoiado na parede, na cama ou, como neste caso, completamente sentado.

Uma rotina simples para quem tem mais de 60 anos

Nani Duran de Ascanio, conhecida nas redes sociais como @lananifitness, é uma mulher de 64 anos que decidiu mudar radicalmente seus hábitos para cuidar do corpo e da mente, e que compartilha em suas redes sociais rotinas criadas especificamente para pessoas com mais de 60 e 70 anos.

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Em um de seus vídeos mais recentes, ela propõe uma sequência de cinco movimentos que é feita totalmente sentada em uma cadeira e usando apenas uma toalha. “Essa rotina é para pessoas com mais de 60 e 70 anos que não conseguem fazer exercícios em pé”, explica ela. Sem deslocamentos, sem risco de perda de equilíbrio e sem a necessidade de nenhum tipo de equipamento.

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Extensão simultânea das pernas e dos braços

Sente-se com as costas retas e segure a toalha com as duas mãos. A partir dessa posição, estique as pernas e os braços para a frente ao mesmo tempo, mantendo o controle do movimento. É um exercício que trabalha simultaneamente o abdômen e a parte inferior do corpo, ativando o core de forma suave enquanto obriga o corpo a se coordenar.

Elevação dos braços com levantamento dos calcanhares

Com a toalha esticada, apoiada sobre as pernas e segurada com as duas mãos, levante os braços até a altura do pescoço enquanto eleva levemente os calcanhares do chão, apoiando-se na ponta dos pés. O movimento combina ombros e bíceps com um trabalho de ativação das panturrilhas e tornozelos, o que melhora a circulação e o impulso ao caminhar.

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Rotação do tronco com os braços estendidos

Com os braços estendidos para a frente e a toalha segurada pelas duas pontas, faça um semicírculo suave para um lado e depois para o outro. Trata-se de um movimento de rotação do tronco que trabalha a mobilidade da coluna dorsal e dos músculos oblíquos, especialmente útil para quem passa muitas horas sentado e sente rigidez nas costas.

Agachamento sentado

Com os braços estendidos para a frente segurando a toalha, incline-se para a frente a partir dos quadris e volte à posição inicial. A especialista descreve isso como “um agachamento sem se levantar”: ativa os glúteos, as coxas e a região lombar, além de treinar o padrão de movimento usado ao levantar-se ou sentar-se, algo fundamental para a autonomia no dia a dia.

Remada lateral

Com os braços estendidos e a toalha segurada pelas duas pontas, faça o movimento da remada girando suavemente para um lado e depois para o outro. “De forma bem suave”, esclarece Nani. Trabalha a musculatura da parte superior das costas, dos ombros e do core, e o movimento em si, esse puxão controlado em direção ao corpo, é um dos padrões de movimento mais funcionais que existem para a vida cotidiana.

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Nani recomenda dedicar a essa sequência no mínimo 15 minutos por dia ou, na falta disso, em dias alternados.

A partir dos 60 anos, a regularidade é mais importante do que a intensidade: um movimento suave realizado a cada dois dias durante meses produz resultados muito mais sólidos do que uma sessão intensa e esporádica, já que o corpo responde bem quando é solicitado aos poucos.

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