Da mesma forma que somos tantas pessoas no mundo, as manias também são muitas. Umas se repetem entre muitos indivíduos, enquanto outras são bem raras. E muitos anos de pesquisa apontam que esses comportamentos que podem ser entendidos como simples guardam uma explicação na psicologia.
As características de uma personalidade que muto revelam detalhes a respeito de como o cérebro do ser-humano trabalha também estão por trás disso. Na lista dessas manias está aquela de falar ao telefone ao mesmo tempo em que se anda em círculos.
E quem tem esse hábito possui necessidades tanto emocionais quanto de atenção e cognitivas. A explicação foi dada à revista "Telva" pela psicóloga fundamentalista Elena Daprá. "Uma resposta natural de um organismo projetado para pensar e se mover simultaneamente", afirmou a profissional.
Mexer com o corpo é saudável para o cérebro quando pensamos em memória, criatividade e atenção, uma vez que a circulação de sangue passa por aumento. "Nosso cérebro não foi projetado para funcionar isoladamente do corpo", reforça.
É por isso que andar ao mesmo tempo em que se fala ao telefone ajuda esse grupo de indivíduos, mesmo isso passando batido, a ter uma concentração maior na conversa. Fora que há a canalização do esforço mental que a pessoa possa exigir.
Trata-se de outra forma de autorregular o cérebro de forma comum em pessoas com elevada atividade cognitiva, favorecendo a uma concentração maior. Quando se automatiza o mesmo caminho, há a chance do cérebro "liberar recuros mentais" e voltar totalmente o seu esforço ao tema que é tratado no telefone.
Muitos acreditam que falar ao telefone e andar ao mesmo tempo trata-se de uma característica exclusiva de quem é ansioso, mas não é isso. No entender da psicóloga, esse comportamento nada mais é do que uma forma de extrair a tensão através dos movimentos.
E mais do que isso: é uma técnica para deixar a criatividade e a reflexão ainda mais aprimoradas. Isso porque quando uma pessoa passa a se movimentar, o cérebro apresenta maior flexibilidade e maior propensão a ficar mais desenvolvido se pensamos no desenvolvimento de outros tipos de abordagens ou perspectivas em relação a um problema.
Dessa forma que aquela imagem que costumamos ter de um filósofo ou cientista totalmente parado enquanto pensa dificilmente é o reflexo da realidade quando levamos em conta a maneira fisiológica como o cérebro humano trabalha.