Você torce por 'plantas' ou 'vilões' no 'BBB 26'? A psicologia explica: defesa agressiva a participante é muito mais sobre quem vê. 'Vira uma ameaça pessoal'
Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 11:55
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Por que a torcida por um 'BBB' se torna tão intensa? Uma análise científica revela que a paixão por participantes do reality show, como as que vemos no 'BBB 26', pode ser um reflexo de nossas próprias batalhas internas. Descubra como a defesa fervorosa de um confinado revela muito mais sobre quem assiste do que sobre o jogo em si
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O "BBB 26" em menos de uma semana já provocou divisão de torcidas e mexeu com o "Queridômetro" na web. Fora do reality e envolvido em acusação de assédio sexual a Jordana, Pedro, por exemplo, acabou ganhando seguidores no Instagram quando se esperava uma movimentação ao contrário.

Enquanto isso, a Pipoca Chaiany foi contra as regras do primeiro Sincerão e conquistou a web, ganhando o título de "craque do jogo". Mas porque desde o início, em 2002, o "BBB" faz quem está do lado de fora do confinamento provocar uma defesa tão grande de participantes como se eles fossem da família do telespectador?

Para a ciência, a explicação é simples. "O BBB não cria nada. Ele só escancara. Quando alguém defende um participante com esse nível de agressividade, não é sobre o jogo, nem sobre o confinado. É sobre quem está do lado de fora. A pessoa não está defendendo alguém — está se defendendo através daquele alguém", afirma o psicanalista e especialista em comportamento humano Lucas Scudeler.

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O especialista aponta ainda uma transformação em "depósito emocional" do participante por parte de quem assiste ao reality, no qual Ana Paula Renault alfinetou Aline Riscado, fazendo a própria mãe da atriz cair na gargalhada. "Tudo o que o indivíduo não resolveu na própria vida é colocado ali: frustração, sensação de injustiça, necessidade de validação. Por isso a defesa é tão violenta. Porque qualquer crítica ao jogador vira uma ameaça pessoal", explica Scudeler.

Para o psicanalista, as poucas informações a respeito do confinado acabam sendo algo positivo nesse processo de defesa. "E quanto menos se sabe sobre aquele participante, melhor. O desconhecido é mais fácil de idealizar. Ele não tem história real suficiente para atrapalhar a fantasia de quem assiste", aponta.

"No fim, não é sobre torcida. É sobre carência de identidade, de pertencimento e de responsabilidade emocional. O programa só fornece o palco. O resto já estava pronto", finaliza o profissional.

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