Assistir muito ao ‘BBB’ faz mal? Neurocientista explica quando o entretenimento vira problema e alerta para impactos no cérebro e no sono
Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 21:16
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Especialista explica como o Big Brother Brasil ativa emoções primitivas do cérebro e pode afetar o sono dos fãs mais envolvidos.
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Mais uma temporada bombástica (diga-se de passagem) do "Big Brother Brasil" está no ar na telinha da TV Globo, deixando o público em polvorosa com tretas, romances inesperados e um elenco superestrelado que não para de render assunto! Ana Paula Renault, uma das favoritas ao prêmio neste ano, segue dando o que falar confinada com outros nomes icônicos, como Babu Santana, Sarah Andrade e Solange Couto

Um verdadeiro sonho para qualquer fã de reality, não é mesmo? Pois bem… Mas e se te disséssemos que, por trás de tanta admiração e até do “vício” no programa, pode existir um problemão? 

Daiana Petry, neurocientista e aromaterapeuta, conversou com o Purepeople Brasil em entrevista exclusiva e explicou os riscos de quando o entretenimento ultrapassa o limite e passa a mexer com a cabeça dos fãs. Claro que isso não acontece em todos os casos, mas o alerta é válido!

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Quando assistir ao 'BBB' vira um problema?

Segundo a especialista, o reality desperta emoções intensas em quem assiste porque “ativa três sistemas primitivos do cérebro”: o pertencimento (grupos), a ameaça social (rejeição e exclusão) e a empatia (espelhamento emocional). “Quando há carga emocional, o cérebro não distingue totalmente entre viver e observar. Ao ver alguém ser rejeitado, traído ou exaltado, o sistema límbico reage como se aquilo estivesse acontecendo conosco. Ou seja, as áreas cerebrais ativadas são as mesmas, seja na observação ou na vivência real”, explicou.

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Questionada sobre o momento em que toda essa “adoração” pode virar um problema, Petry fez uma reflexão. “Isso acontece quando o programa deixa de ser algo que assistimos e passa a regular nosso estado interno, nosso sono e até as nossas relações”, afirmou.

Ela exemplifica: “Se você percebe irritabilidade excessiva, queda na qualidade do sono, discussões reais baseadas no jogo e humor dependente do que acontece no programa, é um sinal de que o cérebro já perdeu a distância simbólica e o entretenimento virou uma extensão emocional. Nesse estágio, o cérebro não está apenas consumindo uma narrativa - ele está operando em hipervigilância emocional”.

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O que fazer quando o cérebro não separa reality da vida real?

Daiana ainda pontua que o sistema límbico, que é responsável por emoções, memória, motivação e comportamento, permanece ativado como se estivéssemos “dentro da casa”. “Isso mantém o cortisol elevado, dificulta o desligamento noturno e empobrece a autorregulação emocional”, avaliou.

Quando o envolvimento chega a esse nível, a aromaterapeuta deixa uma dica prática. “A via olfativa é a única que acessa diretamente o sistema límbico sem passar pelo córtex racional. Ao utilizar óleos essenciais como lavanda ou patchouli no final do dia, oferecemos ao cérebro um sinal de segurança. Eles reduzem a excitação autonômica, diminuem a ruminação e a instabilidade afetiva, além de facilitarem a transição para o sono”, concluiu.

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