A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra continua repercutindo nas redes sociais e também nos bastidores do mundo dos famosos. Conhecida pela forte presença na internet e pelas declarações polêmicas, a empresária foi presa nesta quinta-feira (21), durante uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. Segundo as investigações, ela é suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Na parte da tarde desta quinta-feira, Deolane foi vista deixando a sede da Polícia Civil em meio a muita confusão, tumulto e presença intensa de curiosos e imprensa.
A informação sobre o possível destino da influenciadora após a prisão chamou ainda mais atenção do público. De acordo com declarações do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, dadas ao colunista Leo Dias, a famosa deverá ser encaminhada para a Cadeia Feminina de Tupi Paulista, município localizado a cerca de 600 quilômetros da capital paulista.
Segundo o secretário, a expectativa das autoridades é de que a influenciadora permaneça presa enquanto as investigações avançam, reduzindo as especulações sobre um possível habeas corpus. Em entrevista reproduzida pelo colunista Leo Dias, ele afirmou: “As provas são muito robustas, acho muito difícil que ela consiga algum benefício”.
Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de São Paulo, o grupo investigado utilizaria uma transportadora de cargas como empresa de fachada para movimentar dinheiro ligado à facção criminosa. Os investigadores apontam que os recursos eram distribuídos por meio de contas bancárias de terceiros e também de empresas associadas aos suspeitos.
Ainda segundo as autoridades, análises financeiras identificaram movimentações consideradas suspeitas em contas pessoais e empresariais ligadas a Deolane Bezerra. Uma das provas anexadas ao inquérito mostra que a influenciadora teria sido citada em conversas entre integrantes do esquema.
O documento aponta uma troca de mensagens envolvendo Everton de Souza, conhecido como “Player”, e um operador financeiro associado ao PCC. Segundo a investigação, a conversa, enviada em 30 de setembro de 2020, indicaria dados bancários relacionados à influenciadora para recebimento de valores.
Outro detalhe que chamou atenção durante a operação foi a apreensão de quatro veículos de luxo pertencentes à famosa. Segundo a Polícia Civil, os automóveis somam valores superiores a R$ 8 milhões e reforçam o alto padrão de vida frequentemente exibido por Deolane Bezerra nas redes sociais.
A repercussão aumentou ainda mais após a revelação de que a influenciadora chegou a ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol durante uma viagem à Itália. O retorno da advogada ao Brasil aconteceu na quarta-feira (20), um dia antes da prisão realizada durante a operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
Pouco antes de ser presa, Deolane também chamou atenção ao publicar uma foto ostentando uma bolsa de luxo da grife Hermès, avaliada em cerca de R$ 380 mil.