Darío Bellido, psicólogo, explica por que algumas pessoas se sentem atraídas por outras que as magoam: 'Um vínculo saudável não libera tanta adrenalina'
Publicado em 21 de abril de 2026 às 09:05
Por Clara Espíndola | Colaborador
Viciada em novela desde criança, Clara é apaixonada por beleza, criada no teatro e troca qualquer programa por uma boa noite de fofoca.
Psicólogo explica por que, muitas vezes, somos atraídos pelo que nos faz mal. Veja como acabar com esse ciclo
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Quando pensamos em um relacionamento saudável, imaginamos uma relação baseada em afeto, companheirismo e tranquilidade, como muitas vezes é visto em casais famosos, como Vini Jr. e Virginia Fonseca e Shawn Mendes e Bruna Marquezine. Porém, a realidade do dia a dia mostra que nem sempre é assim.

É comum que algumas pessoas se envolvam em relações que, em vez de trazerem segurança, acabam provocando ansiedade, desgaste emocional e uma sensação de vazio. Esses vínculos costumam surgir a partir da carência, da insegurança ou do receio de perder o outro, o que favorece a formação de padrões que se repetem. Entenda melhor.

Ainda assim, se a intenção é estar bem ao em um relacionamento, por que essas dinâmicas negativas acabam se instalando? E por que, para certas pessoas, relações equilibradas parecem pouco atraentes ou até monótonas? A psicologia explica! Veja mais.

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A resposta está em processos psicológicos profundos, muitas vezes conhecidos na infância e reforçados ao longo dos anos. Em suas redes sociais, o psicólogo Darío Bellido  (@dariobellidopsi) aproveita para explicar melhor o tema: “Se você se sente atraído por pessoas que tendem a te machucar, este vídeo é para você.”

Para muita gente, esse tipo de padrão é bastante conhecido: insistir em quem não demonstra interesse, permanecer onde não há reciprocidade e, ao mesmo tempo, perder o interesse quando surge a possibilidade de uma relação mais estável e saudável. Calma, nem sempre isso acontece de forma consciente!

Eles podem acontecer de dinâmicas internas específicas e aparecem quase automaticamente, como respostas emocionais que foram aprendidas ao longo do tempo.

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A psicóloga apresenta três hipóteses para explicar a recorrência desse tipo de atração por relações prejudiciais. 

A primeira está ligada à forma como se constrói o aprendizado emocional. A gente te explica melhor. “Sua mente confunde familiaridade com amor.” Trata-se menos de uma decisão racional e mais de um padrão assimilado ao longo do tempo. “ Se você cresceu em um ambiente instável , seu sistema nervoso o considera normal, e é por isso que você o busca inconscientemente, sem perceber.”

A segunda hipótese está relacionada à maneira como o corpo responde à ausência de estímulos intensos. "A calma aborrece porque não energiza." Em vínculos marcados pela instabilidade, as emoções fortes passam a funcionar como um gatilho constante. "Um relacionamento saudável não desencadeia essa descarga de adrenalina . Se você está acostumado com altos e baixos emocionais, a paz pode parecer um pouco estranha", explica Bellido. Caramba, né?

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Por último, a terceira explicação destaca a ideia que sustenta esse tipo de vínculo. “Não é a pessoa que te fisga, mas a esperança .” A continuidade da relação não se deve propriamente à forma como a pessoa é tratada, mas a uma expectativa interna de que, “quando eles mudarem, tudo será diferente”. Ou seja, trata-se de uma projeção que, na maioria das vezes, não se realiza.

Calma! A psicóloga ressalta que esse padrão não é definitivo: “Você não está condenado a repetir esses padrões. O que você aprendeu para sobreviver, agora pode curar conscientemente”. O caminho passa por identificar o que está acontecendo, compreender suas origens, desenvolver formas de regular o sistema nervoso e enfrentar o desconforto do novo, apostar em terapia pode ser uma boa saída. 

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