Bruna Marquezine e Shawn Mendes assumiram o relacionamento sob o olhar do público, com muitos momentos de romance no Carnaval de Salvador. Também são vistos com frequência em aeroportos do Brasil. Mas além daquilo que eles querem compartilhar, nada se sabe sobre a relação. As circunstâncias sobre o namoro ainda são um mistério.
Com João Guilherme, a discrição também imperou. Coincidentemente (ou não), a relação acabou justamente semanas após um ocorrido que jogou a atriz na mira do debate público: a decisão de Bruna em não interagir publicamente com a então concunhada, Virgínia Fonseca.
Bruna decidiu privar cada vez mais sua vida pessoal para que todas as atenções se voltassem para sua carreira artística. Não dá para dizer que a estratégia foi 100% bem sucedida, já que seu silêncio nunca impediu que sua intimidade gerasse assunto. Mas com essa estratégia, ela está no controle da narrativa e, diante de seu posicionamento reservado, tudo se torna mero burburinho.
Segundo avaliação do psicólogo clínico José Yuri de Souza Feijão (CRP 05/68921) ao Purepeople, os movimentos de Bruna em seus relacionamentos mostram uma estratégia consciente de regulação emocional e autopreservação.
“Em ambientes de exposição constante, controlar o que pode ou não se tornar público é uma forma de reduzir a sobrecarga de estímulos e diminuir a sensação de invasão, o que, na prática clínica, se traduz em menor ansiedade e mais capacidade de autorreflexão”, explica o profissional.
Segundo o especialista, optar pela privacidade ajuda o casal a experimentar novas colocações no relacionamento, como papéis afetivos, conciliar valores e manter uma narrativa pessoal, elementos centrais para a saúde mental.
O psicólogo comenta que, no caso de figuras públicas, a dinâmica é ainda mais complexa por conta dos fãs. Muitos deles criam uma proximidade unidirecional que tende a demandar "transparência", o que reduz o direito de celebridades à privacidade e à genuína vontade de resolver assuntos íntimos sem ter que prestar esclarecimentos.
“Ao limitar a visibilidade dos vínculos afetivos, Bruna protege a autonomia de ambos e preserva a intimidade necessária para que a relação cresça longe do olhar avaliador do público”, completa.
A própria Bruna tem uma experiência negativa sobre o assunto. Não é possível afirmar que se trate de um trauma, mas, durante seis anos, ela viveu um relacionamento de idas e vindas com alguém igualmente famoso, Neymar, no auge de sua carreira. Todo mundo tinha uma opinião sobre o casal “Brumar” - especialmente, sobre os términos deles. Mais madura e com foco na expansão de sua carreira internacional, a ex-global parece querer evitar um cenário do tipo novamente.
“Proteger o relacionamento evita que interações privadas se convertam em material de consumo público, reduzindo o risco de desgaste emocional para ambos os parceiros. Como psicólogo, eu diria que essa atitude é coerente com práticas de saúde mental que priorizam limites, autorregulação e proteção do espaço íntimo, sobretudo para quem vive sob os holofotes."