Ed Motta prestou depoimento nesta manhã (12) na 15ª DP, Gávea, Zona Sul do Rio, dez dias após se envolver em confusão em restaurante do Jardim Botânico. Na ocasião, o cantor e compositor que acumula outros comportamentos polêmicos arremessou uma cadeira ao ser cobrado da "taxa de rolha" (quando um consumidor leva uma garrafa para casa).
Sobrinho de Tim Maia (1942-1998), Ed afirmou ter se sentido "chateado" e "desprestigiado" com a cobrança, porém afastou a acusação de qualquer ofensa a algum funcionário do Grado.
E que não teve intenção de acertar alguém ao jogar a cadeira no salão. Titular da 15ª DP, a delegada Daniela Terra vai ouvir as testemunhas listadas por Ed, bem como o proprietário do restaurante, de acordo com o g1.
Ao depor, Ed afirmou que passou a frequentar o Grado há aproximadamente nove anos e que em várias oportunidades divulgou o restaurante em suas redes sociais na web. Em relação à taxa de rolha, explicou que nunca havia sido cobrado por isso.
Isso porque consumia em grau elevado ou levava a própria garrafa de vinho. No dia do incidente, relatou ter levado ao local sete unidades, porém algumas não foram consumidas. "Para surpresa do declarante (Ed), foi cobrada a taxa de rolha; sentiu-se chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente", diz trecho do depoimento.
"O artista relatou que 'ficou extremamente chateado (com a cobrança), levantou-se e disse: 'Nunca mais volto aqui'", prossegue o texto, indicando que ninguém foi atingido quando a cadeira foi arremessada e que nem mesmo o objeto foi danificado.
O polêmico cantor indicado ao Troféu Imprensa Revelação-1988 afirmou ter esbarrado, sem querer, em mesa composta por dois casais, e que enviou "mensagens ao sócio do estabelecimento, dizendo que não gostou do atendimento". Negou ter se referido a algum funcionário do local como "paraíba" - o cantor está sendo acusado de injúria - e que só descobriu os desdobramentos da confusão no dia seguinte.