Adrienne Towsen, médica na Pensilvânia: 'Se as mulheres com mais de 45 anos querem se manter jovens, fortes e independentes, esses são os cinco hábitos que sempre recomendo'
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 15:10
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Por Giovanna Ribeiro | Colaboradora
Jornalista pela UFF. Adora conversar com estranhos na rua. Apaixonada por arte, cultura, cinema e gente.
Caminhar pode fazer parte de uma rotina saudável, mas deve ser complementado com outros tipos de hábitos e movimentos.
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Como todos sabemos, envelhecer não significa que precisamos nos resignar a perder força e massa muscular. Após os 45 anos, no entanto, manter um bom tônus ​​muscular exige mais do que apenas caminhadas, cuidados com a alimentação ou manter-se ativo: a forma como treinamos e os hábitos que incorporamos à nossa rotina também importam. Porque não se trata tanto de fazer mais exercícios, mas de escolher o tipo certo de movimento.

A Dra. Adrienne Towsen explica isso ao compartilhar cinco hábitos que recomenda para mulheres de meia-idade que desejam se manter fortes, saudáveis ​​e independentes por muitas décadas. Seu ponto de partida é claro: "Força não se resume a ter boa forma física; é um dos principais indicadores de um envelhecimento saudável."

Caminhar é bom, mas não deve ser o único exercício

Caminhar é uma das maneiras mais fáceis de se manter ativo e traz inúmeros benefícios para a saúde. No entanto, quando o objetivo é manter a massa muscular, caminhar sozinho não é suficiente.

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"Acho que caminhar é ótimo e importante para a saúde cardiovascular, o humor e a saúde em geral. É uma forma fantástica de exercício que todos deveríamos praticar, mas não é a única coisa que precisamos fazer", explica Towsen.

A razão está relacionada ao estímulo que o músculo precisa para se manter. "Se o objetivo é preservar a massa muscular, seu corpo precisa de resistência. O músculo permanece forte quando você lhe dá um motivo para isso", destaca a médico. Portanto, caminhar pode fazer parte de uma rotina saudável, mas deve ser complementado com treinamento de força ou exercícios de resistência.

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Não tenha medo de levantar um pouco mais de peso

A segunda dica dessa profissional diz respeito justamente ao treinamento de força. E isso não significa que você precise treinar como um atleta profissional. O importante é que seus músculos recebam estímulo suficiente.

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"Não estou dizendo que você precisa se tornar um levantador de peso profissional, mas se todo peso que você levanta parece fácil, seus músculos não estão recebendo o sinal necessário para se manterem fortes ou ficarem mais fortes", explica ele. Em outras palavras, o treino não deve ser sempre confortável. "Você precisa sentir que está se esforçando um pouco. Tem que ser um pouco desafiador, pelo menos", acrescenta.

A progressão das cargas de treino deve, naturalmente, ser adaptada à condição física e às circunstâncias de cada pessoa. No entanto, evitar sistematicamente qualquer esforço por medo de levantar pesos pode fazer com que o treino perca parte da sua eficácia no estímulo da força.

Também é importante não economizar na proteína

A nutrição ocupa o terceiro lugar na lista de Towsen, especificamente a ingestão de proteínas. Com a idade, explica ele, nossos corpos se tornam menos eficientes na construção e manutenção da massa muscular. "À medida que envelhecemos, somos menos eficientes no desenvolvimento e na manutenção dos músculos. Isso significa que consumir proteína suficiente é mais importante, e não menos", afirma.

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A recomendação não é consumir proteína sem limites, mas sim garantir que sua dieta forneça a quantidade adequada. As necessidades individuais podem variar consideravelmente dependendo da pessoa, de sua dieta, nível de atividade física e estado de saúde.

O descanso também faz parte do treinamento

Há outro aspecto que pode ser negligenciado quando tentamos nos manter ativos: a recuperação. Para Towsen, o descanso não deve ser considerado opcional. "Muitas mulheres estão constantemente em movimento, tentando fazer tudo. E se você tentar fazer absolutamente tudo e não se der a oportunidade de descansar, isso acabará sendo contraproducente", alerta ela.

O treinamento de força envolve submeter os músculos a um estímulo ao qual eles precisam se adaptar. Portanto, a recuperação é parte integrante de qualquer programa de exercícios e não deve ser vista como tempo perdido.

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Não devemos presumir que a perda de força seja simplesmente uma questão de envelhecimento

O conselho final desta médica é provavelmente o mais importante, pois muda a forma como entendemos o envelhecimento. Parte da perda de força que inevitavelmente associamos ao envelhecimento está relacionada à perda progressiva de massa e função muscular, e parte desse declínio pode ser prevenido.

"Muitas das coisas que as pessoas descrevem como 'envelhecimento' são, na verdade, uma perda de força muscular ao longo do tempo, e grande parte desse declínio é evitável", destaca ela. Portanto, o objetivo do treinamento de força após os 45 anos não deve ser tentar parecer ter 25. A questão é muito mais prática.

"Depois dos 45 anos, a massa muscular não é apenas uma questão de aparência. É um dos principais indicadores de longevidade, independência e saúde metabólica, além de influenciar nosso desempenho ao longo da vida", explica Towsen.

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E ela resume tudo com uma ideia que vai muito além da estética: "O objetivo do levantamento de peso e do treinamento de resistência não é parecer ter 25 anos. O objetivo é ser forte o suficiente para fazer o que quiser, para manter sua independência aos 75 anos ou mais."

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