Ricofobia? Ana Paula Siebert causa polêmica ao opinar sobre 'preconceito' contra ricos no Brasil: 'É uma coisa muito daqui e eu fico triste'
Publicado em 24 de outubro de 2025 às 20:44
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
Esposa de Roberto Justus defende classe empresarial e afirma que o Brasil 'não aplaude quem dá emprego e oportunidade'; assista
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Ana Paula Siebert, esposa do apresentador e empresário Roberto Justus, voltou a ser assunto nas redes sociais após uma declaração polêmica sobre o suposto “preconceito” que pessoas ricas e empresários enfrentam no Brasil. A fala da influenciadora, feita no começo de outubro, durante o podcast Firmino Cortada, gerou grande repercussão e abriu debate sobre desigualdade social e percepção de classe no país.

'Por que o empresário é tão apedrejado?'

Durante a entrevista, Ana Paula Siebert defendeu que o empresário deveria ser mais valorizado no Brasil por ser responsável por gerar empregos e movimentar a economia. “Os empresários são muito fonte de inspiração, são admirados, e aqui a gente tem um grupo que olha para os empresários como demônios, como uma coisa ruim. Mas por quê? É o empresário que dá emprego, oportunidade, que tem coragem. Porque é tão apedrejado? Se ele está ostentando, é fruto do trabalho dele… O Brasil tem isso de não aplaudir o empresário”, afirmou.

Segundo a influenciadora, há uma visão distorcida sobre quem tem sucesso financeiro. Para ela, a ostentação é, em muitos casos, o resultado do esforço e do mérito. A fala, porém, não foi recebida de forma unânime pelos internautas.

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'É uma coisa muito daqui e eu fico triste'

Questionada sobre a existência de preconceito contra pessoas ricas, Ana Paula foi direta: “Sofre, e eu acho que é uma coisa muito daqui e eu fico triste, porque eu sou apaixonada pelo Brasil… Eu amo morar no Brasil, amo o povo brasileiro. O Brasil tem algo que lugar nenhum tem: nosso abraço, nosso amor, nossa cultura, nosso jeito. O brasileiro é único no mundo inteiro e muito amado por todos.”

Apesar da defesa da classe empresarial, Ana Paula Siebert também reconheceu que o país enfrenta uma desigualdade social profunda. “Ao mesmo tempo, a gente vive num país com uma desigualdade muito grande. Não tem como negar isso, e é muito triste. Tem uma desigualdade social enorme, onde uns não têm o básico e outros têm demais. Mas eu acho que isso precisa ser uma janela para buscar inspiração, e não para ser agredido.”

'Tem empresários terríveis e funcionários maravilhosos'

Em outro momento da conversa, a esposa de Roberto Justus tentou equilibrar o discurso, afirmando que há bons e maus exemplos em todas as classes sociais. “Tem gente que tem muitas condições e usa isso de uma forma maravilhosa: pra abrir uma empresa e dar milhares de empregos, ou pra ajudar pessoas, ou pra abrir uma ONG… Tem empresários que são terríveis, assim como tem funcionários que são maravilhosos e outros que são terríveis”, explicou.

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Reação da internet: se divide entre apoio e o deboche

A fala de Ana Paula Siebert acabou reacendendo o velho debate sobre privilégio e meritocracia no Brasil. Enquanto parte do público enxergou sua opinião como legítima, outros viram falta de sensibilidade diante da desigualdade que ainda marca o país.

As redes sociais se dividiram após a repercussão da entrevista. Nos comentários da publicação do trecho divulgado pelo Portal Metrópoles, alguns internautas concordaram com a fala de Ana Paula. “Concordo de todo coração. Os brasileiros são um povo simplesmente incrível: acolhem você do jeito que é, com carinho, sorriso e alma aberta. Aqui eu me sinto leve, em paz… tão à vontade! Em nenhum outro lugar do mundo eu me senti tão bem quanto no Brasil”, elogiou um seguidor.

Outros, no entanto, não perdoaram o tom das declarações. “Que dó! Me poupe, gata! Pára!”, ironizou uma usuária. “Ai que barra”, escreveu outra. Um terceiro internauta criticou: “Rico sofre ‘preconceito’, o pobre é humilhado.” Teve ainda quem debochasse da situação: “Protesto na Avenida Paulista está marcado pra quando?”

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Assista na íntegra a entrevista:

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