Iria Reguera, psicóloga: ‘Se os anos passaram e você continua obcecada pelo primeiro amor, isso pode ser um problema; o ideal seria buscar ajuda profissional’
Publicado em 21 de agosto de 2026 às 17:41
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Entenda por que tendemos a idealizar o primeiro amor e por que isso não significa que ele seja impossível de esquecer
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Todas nós já ouvimos dizer que o primeiro amor nunca é esquecido. Durante a adolescência, somos cercadas por filmes e livros que romantizam ao máximo essa primeira experiência amorosa. Mas será que é verdade que, no fundo, nunca superamos o primeiro amor?

Para entender o que há de mito e de realidade nessa ideia, uma especialista explica por que tendemos a idealizar essa primeira experiência.

Ela também mostra que é perfeitamente possível superar o fim de um relacionamento e seguir em frente, mesmo quando se trata do primeiro amor.

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As primeiras vezes e sua idealização

As primeiras vezes sempre parecem ser as mais importantes: o primeiro amor, o primeiro beijo, a primeira experiência sexual ou o primeiro término.

Todas elas vêm acompanhadas de sentimentos muito intensos, que nunca havíamos experimentado antes e que marcam momentos importantes da nossa vida, contribuindo para nosso crescimento psicológico e pessoal.

Por isso, tendemos a romantizar essas experiências e atribuir a elas um forte valor emocional. Segundo a psicóloga Iria Reguera, esse fenômeno está relacionado à idealização da adolescência, e não à suposta impossibilidade de esquecer o primeiro amor.

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“Tendemos a idealizar tudo aquilo que acontece entre os 15 e os 23 anos, porque esse é um período de nossa vida repleto de experiências novas. Mas isso não significa que o primeiro amor nunca seja esquecido.”

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Apaixonada em um mar de hormônios

A ciência já comprovou que endorfinas, dopamina e serotonina estão envolvidas na sensação de prazer e felicidade que sentimos quando estamos apaixonados.

É com o primeiro amor que, em geral, experimentamos essa sensação pela primeira vez, por isso, algumas teorias afirmam que ele seria o mais intenso e difícil de esquecer: nosso cérebro se tornaria “viciado” nesses efeitos neurológicos e passaria a querer mais.

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O problema é que essa explicação deixa de considerar que o primeiro amor costuma acontecer na adolescência, uma fase em que nosso organismo já está sob forte influência hormonal, o que pode intensificar as emoções.

Além disso, esses neurotransmissores voltam a ser produzidos sempre que nos apaixonamos; eles não se limitam àquela primeira experiência. Ou seja, a teoria de que o primeiro amor é necessariamente o mais intenso e difícil de esquecer não se sustenta.

O primeiro amor tende a ser platônico

A especialista afirma que, “em muitas ocasiões, o primeiro amor tende a ser impossível: um ator, um cantor ou uma pessoa famosa que provoca em nós aquela primeira sensação de paixão. No entanto, esse relacionamento nunca chega a se desenvolver e, por isso, tende a ser idealizado”.

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Nesse caso, é possível superar esse sentimento, porque, à medida que crescemos, nossos gostos mudam e aprendemos a diferenciar o amor platônico do amor real.

Quando o amor se transforma em obsessão – e é possível superá-la

A psicóloga Iria Reguera explica que, em uma situação normal, o primeiro amor é lembrado com carinho, assim como outras experiências marcantes da adolescência.

“Da mesma maneira que lembramos com carinho das férias da infância, das festas da cidade ou dos primeiros amigos que tivemos.”

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Mas recordar com carinho não significa ficar presa ao passado ou ser incapaz de esquecer o primeiro amor.

“Se os anos passaram e você continua obcecada pelo primeiro amor, isso pode ser um problema, e o ideal seria buscar ajuda profissional.”

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