Anitta manifestou apoio ao discurso que Madonna publicou na última segunda-feira (11). A popstar, que já foi excomungada três vezes da Igreja Católica, fez um apelo ao Papa Leão XIV em defesa das crianças de Gaza, que vivem uma crise humanitária extrema em decorrência dos conflitos entre Israel e Palestina.
Entre as diversas figuras públicas que interagiram com o post de Madonna, estava Anitta. A brasileira foi uma das milhares de internautas que deixou um like na publicação.
No texto, Madonna evitar tomar lados no conflito, mas alerta para a urgência em proteger as crianças de Gaza, que sofrem desnutrição severa, falta de acesso a água, além de mortes em decorrência dos bombardeios.
"Por favor, [Papa], vá até Gaza e leve sua luz até as crianças antes que seja tarde demais. Enquanto mãe, não consigo suportar assistir ao sofrimento delas. As crianças do mundo são de todos. Você é o único de nós que não terá sua entrada negada. Precisamos que os portões para ajuda humanitária estejam abertos para salvar essas crianças inocentes. Não há mais tempo. Por favor, diga que você irá. Com amor, Madonna."
Polêmica e provocadora, Madonna teve uma série de conflitos com a Igreja Católica ao longo da carreira. A excomunhão mais recente aconteceu, justamente, pela defesa da popstar aos direitos das crianças.
Na "Confessions Tour", em 2006, a americana entoava o clássico "Live to Tell" pendurada em uma cruz espelhada, com uma coroa de espinhos na cabeça, em uma nítida referência a Jesus Cristo. No telão, imagens de crianças passando fome e outras violações dos direitos humanos em países da África. A performance, que rodou o mundo inteiro, foi realizada também em Roma, para um público de 64 mil pessoas.
A primeira excomunhão aconteceu em 1989 graças ao clipe de “Like a Prayer”. No vídeo, a cantora apresenta Jesus como um homem negro e dá um beijo na boca dele. A segunda veio no ano seguinte por conta de diversos atos da icônica turnê "Blond Ambition". No palco, Madonna simulava masturbação e exorcismo e cantava em um altar de uma igreja. Na época, o Papa pediu boicote aos shows da artista na Itália e classificou o espetáculo como um "circo do diabo".