A mansão que pertenceu a Silvio Santos no Guarujá - fenômeno da TV que faleceu em agosto de 2024 -, sempre despertou curiosidade, não apenas pelo dono ilustre, mas pela arquitetura que transformou o imóvel em referência na Baixada Santista.
Localizada no Jardim Virgínia, área nobre do litoral paulista, a propriedade foi o refúgio do apresentador desde os anos 1970 até seu falecimento. Foi ali que ele viveu com a família, longe dos estúdios, em um endereço que se tornou quase ponto turístico informal.
Construída na década de 1950, a casa foi construída por Eduardo A. Matarazzo e depois foi vendida ao pai dele, Conde Francisco Matarazzo Junior, integrante de uma das famílias mais tradicionais da elite industrial brasileira.
O projeto leva a assinatura do arquiteto japonês Toyo Ito, considerado um dos nomes mais inovadores da arquitetura contemporânea. Conhecido por integrar conceitos do mundo físico e virtual em suas criações, Ito desenvolveu uma linguagem que foge da rigidez tradicional — característica perceptível na mansão do Guarujá.
Mas o que realmente diferencia a mansão é o projeto arquitetônico ousado. A construção foi inspirada em um posto de gasolina na Alemanha, algo absolutamente fora do padrão para residências da época. As linhas curvas e a estética moderna chamaram tanta atenção que o imóvel chegou a ser capa da revista Casa e Jardim em 1961. A influência europeia aparece no desenho fluido e na sensação de movimento que a estrutura transmite.
Mesmo sem tombamento oficial, o imóvel virou referência urbana. Até hoje, motoristas reduzem a velocidade ao passar pelo endereço para observar a construção de perto. Mais do que uma casa luxuosa, a mansão se tornou parte do imaginário popular.