Não há dúvidas de que Angélica vive uma das fases mais marcantes e transformadoras de sua trajetória. Apresentadora experiente, esposa de Luciano Huck e um dos rostos mais conhecidos da TV brasileira, ela renasce aos olhos do público no programa ‘Angélica Ao Vivo’, transmitido no GNT todas as quintas-feiras.
É visível a transformação da moça da pinta na perna que cantava ‘Vou de Táxi’ e ‘Blue Jeans’. Aos 52 anos, completados neste domingo, 30, Angélica está mais empoderada, segura e bem-humorada.
Mas essa nova Angélica não surgiu sem dores, desafios e superações. A apresentadora convive com a síndrome do pânico desde os 28 anos e nunca escondeu a luta que travou. “Aos 28 anos, durante uma gravação, caí de exaustão. Um médico foi chamado e passei um mês tomando remédio para dormir. Acharam, a princípio, que era cansaço.” contou ela para a revista Veja.
Durante a entrevista, a loira comentou sobre os sintomas aterrorizantes: “Vivia naquele tempo uma adolescência tardia, saindo muito e dormindo pouco. Só que os episódios de mal-estar iam se repetindo. Suava frio, tinha falta de ar, taquicardia, tontura e uma sensação forte de medo. Fui parar várias vezes no hospital e não encontravam nada. Na realidade, aquilo tinha um nome: síndrome do pânico".
O problema se agravou em 2015, quando Angélica, Luciano Huck e os filhos Joaquim, Benício e Eva sofreram um acidente de avião que marcou profundamente toda a família. O trauma desencadeou novas crises.
“Passado um ano do acidente, tive nova crise de pânico. Estava de férias em Nova York com a família, saí para dar uma volta sozinha e, do nada, travei. Não conseguia sair do lugar.”
A cura, no entanto, veio por caminhos mais espirituais do que medicinais. Em entrevista ao podcast Almas Pelegrinas, recentemente, ela revelou ter recusado o uso de remédios. “O médico me falou para tomar remédio, mas eu não gosto. Me deixava esquisita.”
A transformação começou quando colocou para rodar uma fita VHS sobre a conexão entre corpo e mente e iniciou a prática de meditação transcendental, adotando uma rotina que pouco a pouco restaurou seu equilíbrio.
Um dos momentos mais emblemáticos dessa virada ocorreu quando ela e Luciano participaram de um retiro espiritual, longe do celular e da rotina. “Foi só eu e ele, sem celular, cinco dias meditando. Muito profundo. Ficar sem eletrônico muda tudo”, contou.
Hoje, mais consciente de si, Angélica celebra mais um ano de vida como símbolo de reinvenção, coragem e autenticidade, colocando todo seu talento e força em um lugar que conhece desde os quatro anos: na frente da telinha.